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Apresentação do Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal

Nunes Correia assume conservação como pilar essencial do Ministério do Ambiente

19.04.2006 - 21:51 Por Helena Geraldes, PUBLICO.PT

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O ICN pretende publicar um Livro Vermelho da Flora O ICN pretende publicar um Livro Vermelho da Flora (DR)
O ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, assumiu hoje a conservação da natureza como “pilar essencial” do seu ministério, na sessão de apresentação do Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.

“Esta equipa do ministério (...) assume inteiramente a política de conservação da natureza como pilar essencial não apenas da política de ambiente, mas também da política de ordenamento do território e da política de desenvolvimento regional”, declarou Nunes Correia no encerramento da cerimónia realizada ao fim da tarde no ministério da Rua do Século, em Lisboa.

Depois de saudar um “trabalho de excepcional importância”, o ministro salientou o esforço de cooperação entre a administração pública e as universidades. “Este não é um trabalho só do ICN [Instituto de Conservação da Natureza]; é quase uma mobilização nacional”, disse, referindo-se aos cerca de 180 investigadores que colaboraram na elaboração do livro.

Aproveitando o seu discurso sobre conservação da natureza, o ministro salientou que a publicação do Livro Vermelho “é um sinal evidente de que o ICN [Instituto de Conservação da Natureza] está vivo e actuante”.

Também o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, fez questão de lembrar que “há mais na política de conservação do que o orçamento e a reestruturação do ICN. Há uma parte que está activa”.

Nunes Correia adiantou mesmo que até ao final do ano vai tentar “clarificar o novo modelo institucional do ICN”, que se traduza num “modelo estável de financiamento das políticas de conservação”.

No âmbito da definição de um futuro ICN, João Menezes, presidente do instituto, disse que vai propor a criação de uma comissão nacional de avaliação do risco de extinção das espécies, que reveja o estatuto de ameaça todos os anos e que torne a colaboração com as universidades mais institucional.

Para o futuro está também prevista a elaboração de um Livro Vermelho para peixes marinhos e estuarinos e outro para a Flora.

Apesar das “1740 gramas de Livro Vermelho” - que abrange peixes dulciaquícolas e migradores, anfíbios, répteis, aves e mamíferos com ocorrência regular em Portugal – ainda “faltam mais livros”, lembrou Jorge Palmeirim, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, coordenador dos investigadores exteriores ao ICN que participaram no Livro.

“Este é um livro muito pensado, muito debatido. É um dos melhores da Europa. Mas agora não podemos relaxar (...). A situação das espécies é muito dinâmica e rápida”, alertou.

Os objectivos a curto prazo passam pela actualização regular das informações, pela definição de prioridades e acções de conservação e pela monitorização das populações.

João Menezes lembrou ainda a importância do Livro como “orientador da decisão política”, com base numa “gestão mais fundamentada cientificamente”.

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