O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) detectou 542 documentos falsos nos primeiros cinco meses deste ano, o que representa um aumento de 22 por cento em relação ao mesmo período de 2005.
De acordo com o "Diário de Notícias", a maioria da documentação ilegal tem o carimbo da Venezuela, Portugal, Itália e Espanha.
O número de documentos fraudulentos tem aumentado desde 2004, ano em que foram detectadas 991 fraudes, subindo para 1070 em 2005 (mais oito por cento).
Este ano prevê-se um acréscimo significativo, já que nos primeiros meses foram ultrapassados os valores do primeiro semestre do ano passado.
O DN adianta que o aeroporto da Portela, em Lisboa, regista mais de 80 por cento das detecções.
A estratégia mais utilizada em 2005 para entrar ilegalmente no país foi o uso do documento alheio, enquanto que a substituição da fotografia no passaporte foi a terceira via mais usada.
"A utilização do documento alheio teve a ver com a preocupação dos países em tornar a documentação mais segura e ser mais difícil reproduzi-la. E, assim, o mais fácil e até mais seguro é utilizar um documento alheio", explicou ao jornal a inspectora Isabel Baltazar, directora do Departamento de Identificação e Peritagem Documental do SEF.
O jornal refere ainda que uma em cada duas pessoas com documentos falsos apresenta mais do que um papel ilegal e que os preços praticados no mercado negro dependem do pacote adquirido. No caso dos bilhetes de identidade ou autorizações de residência os preços variam entre 200 e três mileuros e no que diz respeito a um passaporte pode chegar aos cinco mil euros.
A maior parte das situações fraudulentas são detectadas no aeroporto, seguindo depois para o laboratório do SEF, escreve o jornal.
Portugal vai emitir a partir de Setembro deste ano o passaporte electrónico, com chip, foto e impressão digital.


