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Saúde

Novo presidente da Associação de Estudantes de Medicina critica distribuição de médicos

16.01.2010 - 19:12 Por Lusa

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O novo presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM), Miguel Cabral, criticou esta tarde, em Coimbra, a criação de novos cursos de Medicina e a "má" distribuição dos médicos pelo país.

Em declarações aos jornalistas, antes da cerimónia de tomada de posse, o dirigente afirmou que "não faz sentido, no panorama actual, a criação de novas escolas de Medicina", considerando que são desnecessárias face ao número de escolas médicas já existente.

"Estamos em desacordo também com o aumento contínuo do número clausus, porque tem diminuído a qualidade do ensino médico e das nossas escolas médicas", disse Miguel Cabral, de 22 anos, estudante do quinto ano da Faculdade de Medicina de Coimbra, de onde é também natural.

Questionado pelos jornalistas, o presidente da ANEM considerou que não existe falta de médicos em Portugal, mas "uma má distribuição dos médicos existentes, quer por regiões quer por especialidades". "O que deve ser alvo de nova reflexão deve ser esse factor e não apenas continuar a formação de mais médicos, quando na realidade o verdadeiro problema não está a ser solucionado", sublinhou o dirigente estudantil.

Miguel Cabral defende a elaboração de um estudo pelos organismos governamentais ligados ao sector para corrigir a situação. A discussão do novo regulamento do internato médico e a eventual alteração à prova de seriação são os outros temas que preocupam a ANEM, segundo o seu presidente.

Para o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, que encerrou a cerimónia da tomada de posse dos novos dirigentes da ANEM, "é muito difícil fazer uma análise completamente objectiva sobre qual é a carência efectiva de médicos numa sociedade". "O que deve um decisor político fazer perante a realidade de populações que anos seguidos não têm médico e para o qual todos os nossos concursos ficam vazios?", questionou o governante, adiantando que se deve "criar uma quantidade de médicos necessários para que todos os lugares venham a ser ocupados".

Salientando que a análise da carência de clínicos em Portugal deve ser encarada de uma forma "mais global", Manuel Pizarro sublinhou ainda que "mais de metade dos 40 mil inscritos na Ordem tem mais de 50 anos, "o que não é normal na pirâmide demográfica dos médicos com possibilidade de trabalhar no serviço público".

A assistir à tomada de posse dos novos dirigentes da ANEM, eleitos a 20 de Dezembro para mandatos de um ano, estiveram também as ordens dos médicos Norte, Centro e Sul e das duas estruturas sindicais dos médicos, o director da Faculdade de Medicina de Coimbra e o presidente dos Hospitais da Universidade de Coimbra. A ANEM agrega as associações e núcleos das escolas médicas portuguesas, representando os cerca de 9000 estudantes de medicina portugueses.

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Título

quem dera a muitos profissionais terem tido uma associação estudantil a lutar pelos ...

Anónimo

17.01.2010 01:38

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