Nova rede de urgências só avança após reforço do transporte pré-hospitalar

22.02.2007 - 15:42 Por Lusa
A secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Carmen Pignatelli, garantiu hoje que a reestruturação da rede de urgências só avançará quando o transporte de doentes pré-hospitalar for reforçado de acordo com as necessidades locais, tal como apenas depois da criação de um centro de atendimento telefónico do Serviço Nacional de Saúde.
Em comunicado divulgado hoje, a tutela refere que o reforço do transporte de doentes pré-hospitalar (ambulâncias, veículos medicalizados de emergência e reanimação e helicópteros) de acordo com as necessidades locais e a criação de um centro de atendimento telefónico do Serviço Nacional de Saúde são condições que o Ministério da Saúde exige para avançar com a reforma.
Em relação aos centros de saúde, Carmen Pignatelli adiantou que o Ministério da Saúde propõe-se a alargar o horário de funcionamento normal até às 22h00 ou 00h00, durante fins-de-semana e feriados, "sempre que se justifique".
Governante considera críticas "injustas"
A garantia de Carmen Pignatelli foi hoje feita por comunicado, através do qual a governante lamenta as críticas, "injustas" e em alguns casos "incorrectas", à proposta da Comissão Técnica de Apoio do Processo de Requalificação das Urgências.
Esta proposta "tem recebido, injusta e, nalguns casos, incorrectamente, reacções desproporcionadas face aos benefícios que se projectam para o atendimento dos cidadãos em situação de urgência ou emergência", escreve Carmen Pignatelli.
A secretária de Estado enalteceu a proposta de reestruturação, que considera que "trará benefício imediato para mais de 450 mil portugueses", mas assegurou que a mesma não avançará antes de ser criado um conjunto de condições.
Fortes protestos no Alto Tâmega
A posição de Carmen Pignatelli surge um dia após a proposta de reestruturação da rede de urgências ter motivado fortes protestos, nomeadamente no Alto Tâmega.
Em virtude das manifestações registadas em Chaves, o ministro da Saúde, António Correia de Campos, convocou ontem uma conferência de imprensa, durante a qual acusou o presidente da Câmara Municipal de Chaves, João Baptista, de interromper as negociações, tornando assim "mais difícil" o prosseguimento deste processo.
Para o ministro da Saúde, o presidente da autarquia de Chaves não tinha qualquer razão para convocar estes protestos, uma vez que estava prevista, para a primeira quinzena do próximo mês, uma reunião entre Correia de Campos e João Baptista.

