Nova administração do Hospital de Braga quer aumentar as cirurgias programadas para 16 mil

02.09.2009 - 14:00 Por Lusa
A nova administração do Hospital de Braga, que desde ontem passou a ser gerido por uma empresa do grupo Mello, quer aumentar de 12 para 16 mil o número anual de cirurgias programadas de doentes. De acordo com o conselho executivo da unidade hospitalar, o aumento de intervenções permitirá uma diminuição significativa de doentes actualmente em lista de espera: perto de 3500.
A entrada em funções da nova equipa do hospital decorre do contrato de parceria público-privada, celebrado entre o consórcio Escala Braga e os ministérios da Saúde e das Finanças, para construção e gestão da nova unidade de Braga, cujo funcionamento arranca em 2011.
O presidente do conselho executivo do hospital, Hugo Meireles, considera que com a nova administração começará uma nova fase da vida do hospital, que irá manter-se em funcionamento até à inauguração da nova unidade, já em construção.
O gestor sublinhou que o hospital manterá o carácter de serviço público, sendo apenas privatizada a sua gestão, em moldes definidos em contrato com o Estado, que, segundo o responsável, vão corresponder a uma melhoria dos resultados no atendimento ao doente e a uma diminuição dos tempos de espera.
A mesma fonte revelou que o contrato prevê que um doente enviado por um centro de saúde tenha uma consulta médica no prazo de 30 dias, devendo ser atendido, no dia da consulta, num prazo máximo de 40 minutos. No caso de o tempo de espera para que um doente seja operado, ficou estipulado em 150 dias, prazo que os novos gestores garantem que vão cumprir, em breve.
Hugo Meireles garantiu que já este mês arranca um conjunto de acções para melhorar o atendimento da unidade, que passam pela introdução de alterações no serviço de urgência, bloco cirúrgico e consulta externa. "O modelo de organização da urgência vai ser revisto, incluindo a realização de obras no espaço do serviço, para diminuir o tempo de resposta aos utentes", revelou.
No caso do bloco cirúrgico, vai ser posto em prática um novo regulamento do serviço e adoptada uma nova organização. Com estas mudanças, "pretende-se introduzir uma maior racionalidade no controlo das listas de espera cirúrgicas e, ao mesmo tempo, exercer um acompanhamento rigoroso da qualidade dos actos praticados", referiu o gestor.
Quanto às consultas externas, vai ser instalada uma nova sala de pequena cirurgia, duas salas de enfermagem e onze gabinetes.
A equipa de gestão vai ainda privilegiar a ligação com agentes locais, estando já previstos projectos com a Universidade do Minho e a integração com as restantes unidades de saúde.

