Bruno “Pidá”, Mauro Santos, Fernando Martins "Beckham" e Ângelo Miguel Ferreira, os quatro dos onze suspeitos detidos no âmbito da operação “Noite Branca”, que vão aguardar julgamento em prisão preventiva, abandonaram, às 19h15, o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto. Sandro Onofre, que fica sujeito ao termo de identidade e residência, deverá abandonar, em breve, o tribunal.
À saída do tribunal, Fátima Castro, advogada de Sandro Onofre, adiantou aos jornalistas que o suspeito foi acusado de porte de arma ilegal, não existindo qualquer acusação sobre Onofre de terrorismo ou associação criminosa.
Fátima Castro escusou-se a adiantar quais as acusações que recaem sobre os outros quatro suspeitos, que abandonaram o TIC do Porto entre críticas à polícia e pedidos de apoio. "A Judiciária sabe quem são os criminosos e não faz nada. Ajudem-nos, ajudem-nos", gritou Bruno "Pidá" aos jornalistas, provocando agitação entre familiares e amigos, que tentaram atacar a carrinha celular de transporte dos suspeitos e os carros do corpo de intervenção.
Fonte judicial citada pela Lusa avançou que Bruno "Pidá", alegado líder do gangue da Ribeira, foi acusado de dois crimes de homicídio voluntário (Aurélio Palha e Ilídio Correia), associação criminosa, tráfico de estupefacientes, receptação e posse de armas proibidas.
O seu alegado braço direito, Mauro Santos, foi também acusado de associação criminosa, homicídio voluntário, tráfico de estupefacientes, receptação e posse de armas proibidas, o mesmo sucedendo a Fernando Martins, conhecido como "Beckham", e Ângelo Miguel Ferreira, conhecido como "Timé".
Na noite passada, os suspeitos aguardaram a audição de hoje com a juíza Anabela Tenreiro nas instalações da Polícia Judiciária do Porto, desconhcendo-se para onde serão transportados hoje, agora que são conhecidas as medidas de coacção a que ficaram sujeitos.
Este era o último grupo dos 14 detidos na operação "Noite Branca", executada domingo pela Polícia Judiciária do Porto na sequência das investigações sobre a violência associada aos negócios da noite no Porto, a quem ainda não tinham sido aplicadas medidas de coacção.
Três dos detidos foram libertados logo no domingo, após o primeiro interrogatório policial. Os restantes onze foram interrogados segunda-feira no Tribunal de Instrução Criminal , tendo seis deles ficado a aguardar o julgamento em liberdade, três com termo de identidade e residência e os restantes com a obrigação de apresentações periódicas na PSP.


