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Cinco suspeitos conhecem hoje medidas de coacção

"Noite Branca": advogado de Bruno "Pidá" desconhece acusação de terrorismo

19.12.2007 - 14:37 Por Lusa

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Bruno "Pidá" está indiciado por dois homicídios consumados e nove tentados Bruno "Pidá" está indiciado por dois homicídios consumados e nove tentados (Fernando Veludo/NFACTOS)
O advogado Luís Vaz Teixeira, que defende Bruno “Pidá” e mais cinco dos onze detidos no âmbito da operação "Noite Branca", sustentou hoje que a alegada acusação de terrorismo deve ser produto de "algum engano".

"Deve haver algum engano, suponho que não há aqui nenhum detido acusado de terrorismo", afirmou o advogado aos jornalistas, ao chegar hoje ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, cerca das 10h00.

Confrontado com o facto de alguns dos advogados terem comentado a acusação de terrorismo, alegadamente feita pelo Ministério Público, o advogado estranhou a sua aplicação a este caso e considerou que "cada advogado pensa como quer, como pode e como sabe". "Não estamos no Afeganistão, nem no Iraque, nem em qualquer país onde haja terrorismo", afirmou.

Luís Vaz Teixeira lamentou ainda as condições da sala reservada aos detidos no TIC do Porto, que considera "uma masmorra húmida, gelada e infecta, indigna até dos países do terceiro mundo".

Inquirido sobre a possibilidade de Bruno "Pidá" ficar em prisão preventiva, dado o tipo de crimes de que está indiciado e ser considerado como o chefe do alegado gangue da Ribeira, Luís Vaz Teixeira afirmou que "isso é o que muita gente diz, mas pode não ser assim". "O meu cliente está deprimido", frisou.

Bruno "Pidá" foi ouvido ontem, durante três horas, pela juíza Anabela Tenreiro do 1º Juízo do TIC do Porto, tendo negado os crimes que lhe são imputados. Está indiciado por dois homicídios consumados (do empresário Aurélio Palha e do segurança Ilídio Correia) e nove tentados.

Além de Bruno Pidá, conhecem hoje as medidas de coacção Mauro Santos, Sandro Onofre, Fernando Martins "Beckham" e Ângelo Miguel Ferreira.

Entre os arguidos que ontem saíram do TIC sujeitos às medidas de coacção mínimas - termo de identidade e residência e/ou apresentação quinzenal às autoridades - contam-se João Gonçalves, suspeito de ter cedido uma carrinha usada no homicídio do empresário Aurélio Palha, a 27 de Agosto. Paulo Aleixo, indiciado de envolvimento em associação terrorista e posse de arma, também saiu em liberdade, tal como José Marques Silva, Fábio Barbosa, Pedro Guerra e Fernando Cavadosa.

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Viva eu

Viva eu porque sou honesto, viva eu porque nunca matei alguem, viva eu porque amo a liberdade, viva ...

Anónimo

20.12.2007 08:47

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