A explosão que esta manhã destruiu um oleoduto em Ilado, nos arredores de Lagos, a maior cidade da Nigéria, fez entre 150 e 200 mortos, avançou o comissário da polícia daquela cidade, Emmanuel Adebayo, ouvido pela agência Reuters.
De acordo com o relato do correspondente da AFP, há corpos carbonizados espalhados pela praia que banha a localidade. No sítio da explosão os cadáveres foram reduzidos a cinzas, o que dificulta o trabalho de identificação.
O secretário-geral da Cruz Vermelha da Nigéria, Abiodun Orebiyi, já anunciou um balanço de "mais de cem mortos", afirmando que as equipas de salvamento não conseguiram resgatar nenhum sobrevivente.
"Encontrámos no local mais de 500 bidões que seriam utilizados para roubar combustível do oleoduto. (...) Temos lançado vários avisos à população sobre o perigo desta actividade", lamentou Orebiyi.
As explosões nos oleodutos são comuns na Nigéria por causa das sabotagens nas instalações protagonizadas por traficantes ou habitantes que tentam roubar combustível.
O pior acidente deste tipo aconteceu em 1998, quando mais de mil pessoas morreram na explosão de uma válvula em Atiworo, perto de Warri.
Lagos, a capital económica da Nigéria, é a cidade mais povoada de África, com cerca de 16 milhões de habitantes. A Nigéria, com 130 milhões de habitantes, é o primeiro produtor de petróleo bruto no continente africano e o sexto exportador mundial, com uma média de 2,6 milhões de barris por dia.


