A avioneta que colidiu ontem contra um edifício de Nova Iorque era pilotada pelo jogador de basebol Cory Lidle, dos New York Yankees, confirmou hoje o clube.
"Este é uma tragédia terrível e chocante, que atordoou toda a organização dos Yankees", comentou o dono do clube, George Steinbrenner, em comunicado.
O clube endereçou as condolências à família do jogador, que morreu depois de o seu pequeno avião ter embatido contra a fachada de um prédio de 52 andares no Upper East Side de Manhattan, no centro de Nova Iorque.
O incidente, ocorrido pouco antes das 15h00 locais (20h00 em Lisboa), foi rapidamente encarado como sendo um acidente e não um acto de terrorismo.
Segundo as autoridades, 21 pessoas foram assistidas por ferimentos ou problemas de saúde causados pelo incêndio no prédio. Quinze eram bombeiros, um polícia e quatro civis.
Lidle nasceu na Califónia e estava há poucos meses nos Yankees. Segundo o "New York Times", tinha licença de voo há um ano e comprara o avião Cirrus SR 20, de quatro lugares, quando não tinha ainda 400 horas de voo.
O pequeno avião saiu ontem do aeroporto de Teterborto, a Norte de Nova Jersey, rodeou a Estátua da Liberdade e dirigiu-se para Norte, ao longo do Rio Hudson. Pouco depois, a avioneta perdeu o contacto com os controladores aéreos e os serviços de emergência receberam um telefonema a dar conta da colisão de uma aeronave contra um edifício da Rua 72, próximo da avenida York e do Rio Hudson.
Esta não foi a primeira vez que um avião embateu acidentalmente contra um arranha-céus de Manhattan. Em 1945, o piloto de um bombardeiro B-52 perdeu-se no nevoeiro e colidiu contra o famoso Empire State Building, causando a morte de 14 pessoas.


