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Declarações da sub-directora geral de Saúde, Graça Freitas

Não há uma relação causa-efeito entre Gardasil e a morte de duas mulheres, diz DGS

25.01.2008 - 13:32 Por Lusa

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Está por provar a relação entre a morte de duas mulheres e a vacina contra o HPV Está por provar a relação entre a morte de duas mulheres e a vacina contra o HPV (Joana Bourgard (arquivo))
A Direcção-Geral de Saúde (DGS) esclareceu hoje que as mortes ocorridas em jovens vacinadas contra o vírus do papiloma humano não podem ser atribuídas à vacina e que não existe motivo para alterar a estratégia nesta área.

Em declarações à Lusa, a sub-directora geral de Saúde Graça Freitas explicou que as vacinas contra o vírus que causa o cancro do colo do útero foram excluídas como causa das duas mortes ocorridas na Alemanha e na Áustria.

Estas duas jovens tinham sido vacinadas com a Gardasil, nome comercial da primeira vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) vendida em Portugal.

Trata-se de uma das duas vacinas contra o HPV que estão à venda em Portugal e que concorrem à sua administração gratuita no âmbito do Plano Nacional de Vacinação, a partir de Setembro.

"Não há nenhuma relação causa-efeito", disse Graça Freitas, apoiada nas informações das autoridades europeia e portuguesa responsáveis pela segurança dos medicamentos.

A especialista em saúde pública pormenorizou que não foi encontrada nenhuma casualidade para a morte destas duas jovens, tal como acontece com dez por cento das mortes ocorridas mundialmente.

Por esta razão, apesar de garantir que a farmacovigilância em relação a esta vacina vai continuar, Graça Freiras adiantou que a DGS não vai alterar a sua estratégia nesta área, a qual passa pela inclusão de uma vacina contra o vírus que causa o cancro do colo do útero no PNV.

A autoridade que fiscaliza os medicamentos na União Europeia emitiu quinta-feira um alerta sobre a Gardasil, uma vacina contra o cancro do colo do útero, devido à morte súbita de duas mulheres que a tomaram na Alemanha e na Áustria.

As estimativas apontam para que 1,5 milhões de mulheres tenham tomado esta vacina em toda a Europa.

Em Portugal, cerca de 19 mil mulheres tomaram no último ano aquela vacina, tendo gasto mais de nove milhões de euros na compra do medicamento, segundo fonte laboratorial.

O Governo português prevê ainda começar em Setembro próximo, no início do ano lectivo, iniciar a vacinação gratuita de 55 mil raparigas de 13 anos.

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Comentário + votado

morte subita,após o gardasil

Gostaria de saber porque desaconselham as doses seguintes quando há hipersensibilidade à ...

Anónimo

27.02.2008 18:25

X

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