Encontro em Buenos Aires

Mulheres debatem igualdade na emigração

11.11.2005 - 09:42 Por Bárbara Wong, PÚBLICO

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O objectivo do encontro é conhecer melhor as portuguesas que vivem na América do Sul O objectivo do encontro é conhecer melhor as portuguesas que vivem na América do Sul (PÚBLICO)
Conhecer a situação de quem vive nas comunidades portuguesas na América do Sul, sobretudo a situação das mulheres. Este é o principal objectivo do encontro que se realiza hoje [dia 11] e amanhã, em Buenos Aires, Argentina.

O Encontro para a Cidadania: A Igualdade de Homens e Mulheres nas Comunidades Portuguesas vai servir para conhecer as realidades da Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela, explica Rita Gomes, presidente da Associação Mulher Migrante, uma das organizações não governamentais que participaram na organização deste seminário.

O congresso, que será o primeiro de um ciclo de encontros que vão decorrer até ao próximo ano em vários países onde residem e trabalham portugueses, vai permitir revelar que as mulheres promovem-se mais facilmente do que os homens, porque quando emigram fazem tarefas que lhes possibilta a aprendizagem de uma nova língua mais facilmente que os homens, que têm menos contacto com as populações locais. Além disso, "elas dão passos fantásticos para conseguir que os seus filhos estudem e elas próprias se tornam mais cidadãs", descreve Rita Gomes, presidente da direcção da Associação Mulher Migrante.

A comunidade portuguesa na Argentina conta com cerca de 13 mil pessoas. Em Julho, o total de inscritos no consulado português eram pouco mais de 12 mil. Na sua maioria são pessoas já de alguma idade. Se muitos dos primeiros emigrantes trabalhavam por conta própria, na pequena indústria e comércio, a maioria dos luso-descendentes é trabalhador por conta de outrem e muitos mostram-se interessados em regressar à terra dos seus pais.

O encontro tem o patrocínio do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga, é uma parceria da Fundação Pró-Dignitate, Associação Mulher Migrante, Associação Mulher Migrante Portuguesa na Argentina, Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais da Universidade Aberta, Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres, União da Imprensa Regional e RTP.

Este congresso marca os 20 anos do primeiro Encontro de Portuguesas Migrantes no Jornalismo e Associativismo, que teve lugar em Viana do Castelo em 1985 e que levou à criação da Associação Mulher Migrante. Esta organização investiga a problemática das migrações femininas, coopera com as mulheres profissionais e dirigentes de associações nas comunidades portuguesas no mundo e com as imigrantes que vivem no território nacional.

O PÚBLICO viajou a convite da Associação Mulher Migrante

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