No dia em que entrou em vigor o horário de funcionamento alargado das grandes superfícies, muitos portugueses aproveitaram ontem à tarde para ir às compras ao hipermercado.
Os consumidores acham que ao domingo "dá mais jeito" e os hipermercados agradecem a preferência.
No Jumbo de Alfragide, o director da loja, Rui Teixeira, estima que os fins-de-semana vão trazer um acréscimo de 40 a 50 por cento do número de clientes, o que obviamente se reflecte nas receitas.
A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) estima que a decisão de harmonizar os horários dos estabelecimentos comerciais vai permitir criar oito mil empregos e que terá um impacto de 2,5 mil milhões de euros até 2017.
Por exemplo, no Jumbo, o novo regime de horários obrigou a uma reorganização dos trabalhadores e deverá implicar cerca de 400 novas contratações, nos 22 estabelecimentos da marca, a partir do próximo ano.
E há mesmo quem prefira trabalhar aos domingos. "A vida está difícil e há muitos [trabalhadores] que pedem porque é melhor remunerado", explica Rui Teixeira.
Além do Jumbo, os hipermercados Continente e Pão de Açúcar já anunciaram que vão passar a estar abertos até à meia-noite de domingo.
Do lado dos consumidores, as opiniões são favoráveis. Mesmo quem tem tempo livre, como um reformado, reconhece que os novos horários facilitam a vida às pessoas. "Para mim, tanto fazia, mas há pessoas que tinham dificuldade para vir fazer as compras e agora já podem vir ao domingo à tarde", considera.
Enquanto carrega os sacos com as compras, uma consumidora explica por que optou por ir às compras ao domingo à tarde: "Porque tenho mais tempo ao domingo. Os filhos estão connosco, o marido está connosco, há sempre mais ajuda. É muito bom estar aberto". Uma outra cliente resume, peremptória: "Aos domingos, dá mais jeito".


