Água

Movimento Protejo considera "acto de prepotência grave" aprovação de novo transvase espanhol

23.07.2010 - 18:01 Por Lusa

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Os espanhóis vão desviar parte da água do Tejo de Múrcia para Valência Os espanhóis vão desviar parte da água do Tejo de Múrcia para Valência (Miguel Madeira)
“Um acto de prepotência com graves consequências para Portugal” foi como o porta-voz do movimento pelo Tejo – ProTejo, definiu a aprovação de um novo transvase em Espanha, decidida quinta-feira.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Constantino afirmou que a decisão da Comissão de Exploração espanhola do Transvase Tejo Segura de transvasar 230 hectómetros cúbicos para Múrcia e Valência “leva a que o rio esteja estrangulado em território espanhol, especialmente na sua passagem pela província de Toledo”.

“O rio Tejo apresenta esta mesma imagem em Portugal”, acrescentou o dirigente, tendo afirmado ser “triste que a água que deveria correr Tejo abaixo, o faça por um transvase artificial”, o Transvase Tejo Segura.

“Aqui”, continuou, “à falta de caudais do Médio Tejo espanhol acrescenta-se a gestão das barragens da Estremadura e Portugal, onde os verdadeiros donos do Tejo são as hidroeléctricas, e onde a gestão do rio se rege por parâmetros de optimização da produção de energia hidroeléctrica, secundarizando absolutamente as questões ambientais e os caudais que não são entregues a Portugal nem deixados correr até à foz”.

A decisão de aprovar o novo transvase, advogou, “mostra a má política hidrológica e ambiental espanhola aplicada a um rio, que ao invés de um elemento ambiental e social, se tornou uma mercadoria sujeita aos interesses políticos".

Segundo afirmou o dirigente associativo, “o novo transvase agora aprovado tem implicações directas no troço do rio em Portugal, com uma asfixia e estrangulamentos contínuos que poderão resultar na morte do rio Tejo pela exploração insustentável quer dos transvases quer da gestão hidroeléctrica".

Paulo Constantino disse ainda à Lusa que, com a aprovação do novo transvase, “fica comprovado” que a Convenção de Albufeira, que regula a gestão internacional do rio Tejo, “é um simples pedaço de papel face à teimosa realidade dos lucros da indústria privada”.

Segundo acrescentou, os grupos de cidadãos em Portugal e em Espanha que estão “empenhados pela recuperação do rio” Tejo “denunciam e protestam contra esta situação”.

“O Tejo já não pode continuar a ser uma mercadoria”, concluiu.

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O Sócrates trata do assunto. Descansem !

O Sócrates vai tratar do assunto . Ele que é um ambientalista com grandes ...

Viromilho

25.07.2010 17:43

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