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Mortalidade por cancro do pulmão estabiliza nos homens mas aumenta nas mulheres

15.11.2009 - 09:55 Por Lusa

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O cancro do pulmão é um dos tumores mais frequentes e mais letais em todo o mundo O cancro do pulmão é um dos tumores mais frequentes e mais letais em todo o mundo (Manuel Roberto (arquivo))
A mortalidade por cancro do pulmão estabilizou nos homens, mas aumentou nas mulheres portuguesas, com um crescimento anual de 1,6 por cento, revela um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

Os investigadores do Serviço de Higiene e Epidemiologia da FMUP estudaram a evolução da mortalidade provocada por este tipo de cancro entre 1995 e 2005, em mulheres e homens entre 35 e 74 anos. Os dados estudados foram obtidos através da Organização Mundial de Saúde e do Instituto Nacional de Estatística. O estudo concluiu que “a mortalidade por cancro do pulmão em Portugal estabilizou entre os homens, mas aumentou entre as mulheres e deverá continuar a crescer nos próximos dez anos”.

O coordenador do estudo, o investigador Nuno Lunet, explicou que esta variação entre homens e mulheres está relacionada “com diferentes hábitos de consumo de tabaco e com uma diferente evolução nesses hábitos”. “Tradicionalmente, e ainda hoje, os homens são frequentemente mais fumadores do que as mulheres, o que justifica taxas de mortalidade mais altas”, adiantou. Por outro lado, justificou, “há uma evolução no sentido da estabilização e até diminuição do tabaco nos homens e o contrário nas mulheres, especialmente nas mais jovens”.

Portugal segue uma tendência observada noutros países desenvolvidos do Sul da Europa, com declínio no consumo de tabaco nos homens e aumento nas mulheres ao longo dos últimos vinte anos. Para Nuno Lunet, “são necessárias três a quatro décadas para que as variações no consumo tabágico se reflictam em variações na mortalidade”. Segundo os investigadores, o conhecimento da evolução da mortalidade por cancro do pulmão em ambos os sexos contribui para a classificação correcta de Portugal relativamente à posição ocupada na evolução da epidemia tabágica.

O primeiro ponto de viragem relativamente à mortalidade provocada por cancro do pulmão em Portugal ocorreu em 1986, momento a partir do qual se registou uma desaceleração no número de óbitos decorrentes deste tumor. Mais tarde, nos anos 90, a diminuição do número de mortes consolidou-se nos homens em todos os grupos etários. No entanto, nas mulheres com idades entre os 35 e os 74 anos, a taxa de mortalidade por cancro do pulmão aumentou de forma constante (1,6 por cento/ano), não dando ainda sinais de abrandamento.

O cancro do pulmão é um dos tumores mais frequentes e mais letais em todo o mundo. Na Europa, em 2006, foi o terceiro cancro mais incidente, estimando-se que tenha contribuído para um quinto das mortes provocadas por cancro. O consumo do tabaco é a principal causa desta doença.

Numa altura em que se assinala o Dia Mundial do Não Fumador (17 de Novembro), os autores do trabalho apelam à necessidade de continuar a “investir em campanhas de cessação tabágica dirigida a ambos os sexos e, especialmente, aos grupos etários mais jovens” para prevenir que comecem a fumar.

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Aos fumadores,homens ou mulheres,devia ser exigido uma contribuição mais elevada do ...

José G.Cravinho

15.11.2009 12:47

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