As piores chuvas das monções a atingir a Índia nas últimas décadas já fizeram mais de 400 mortos e há milhares de pessoas isoladas na região de Bombaim devido às águas torrenciais e aos deslizamentos de terras. A capital financeira do país está quase parada devido às intempéries e todo o mercado de capitais está encerrado.
Segundo a Reuters, 418 pessoas morreram no país, metade das quais na região de Bombaim (oeste da Índia), na sequência de três dias de chuvas torrenciais que obrigaram à paragem dos sistemas de transportes - por avião, comboio e estrada. Estima-se que o número de vítimas suba, porque as autoridades estão ainda a recolher dados.
As equipas de resgate estão a tentar recuperar corpos de cerca de cem pessoas que estão soterradas numa aldeia a 150 quilómetros de Bombaim, Juigaon, vítimas de uma avalancha de lama.
Na cidade as ligações telefónicas estão ainda a sofrer os efeitos das inundações, as escolas estão fechadas e muitas pessoas estão retidas devido à inexistência de serviços de transporte. Nas estradas alagadas há dezenas de carros abandonados e milhares de trabalhadores foram obrigados a pernoitar pela segunda vez consecutiva nos seus escritórios ou em hóteis. O aeroporto de Bombaim, que concentra o maior tráfego do país, continua fechado e a pista está submersa.
Devido aos problemas nas vias e nas comunicações, milhares de pessoas estão sem contacto com os seus familiares, o que faz com que as televisões estejam a ser assoladas por mensagens preocupadas de pessoas que tentam contactar os seus próximos.
A Marinha, a Força Aérea e o Exército foram chamados para ajudar a recolher pessoas isoladas pelas chuvas ou para lhes fazer chegar alimentos e auxílio sanitário.
Um responsável dos serviços de emergência indicou que a situação em Bombaim continua complicada, mas "as coisas devem voltar ao normal esta tarde, desde que as chuvas deixem de inundar as ruas". Hoje foi declarado feriado no estado de Maharashtra para que todas as pessoas possam permanecer em casa.
A época das monções decorre entre Junho e Setembro na Índia e todos os anos vitima centenas de pessoas.


