• TENS, a produtora de conteúdos que levou dois portugueses para Barcelona
  • Primeira esplanada Time Out do mundo abre na Avenida da Liberdade
  • Já cheira a Verão

Decisão justificada com desrespeito pelo negociado anteriormente

Misericórdias suspendem assinatura de acordos com Estado para rede de cuidados continuados

11.09.2007 - 18:35

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
As Misericórdias alegam que a portaria em causa coloca em causa a "credibilidade e confiança" que merecem da sociedade portuguesa As Misericórdias alegam que a portaria em causa coloca em causa a "credibilidade e confiança" que merecem da sociedade portuguesa (Nelson Garrido/PÚBLICO (arquivo))
A União das Misericórdias anunciou hoje ter suspendido a assinatura de qualquer acordo com o Estado para integrar a Rede de Cuidados Continuados Integrados (RCCI), por considerar que a portaria que regulamenta a prestação destes serviços não respeita as negociações anteriores.

Em comunicado, as Misericórdias afirmam que os textos da portaria - recentemente publicada em Diário da República - e das minutas de acordo enviadas pela Unidade de Missão para a Rede de Cuidados Continuados Integrados (UMCCI) "não são compatíveis entre si, o que, desde logo, compromete a assinatura e aplicação pelos agentes da Administração Pública", ou seja, presidentes das Administrações Regionais de Saúde e Directores Distritais da Segurança Social.

Esta decisão foi tomada após um encontro, em Fátima, na passada terça-feira, que reuniu as Misericórdias "que já integram e as que se propõem a integrar a RNCCI", para "apreciar a legislação entretanto publicada a este respeito" e "a versão final das minutas dos Acordos enviadas pela UMCCI".

As Misericórdias consideram que os textos da portaria implicam uma "clarificação dos conceitos de 'monitorização' e 'controlo', invadindo assim a autonomia de gestão das Instituições prestadoras".

Por outro lado, afirmam, a portaria e as minutas de acordo "colocam em causa a credibilidade e confiança que as Misericórdias portuguesas (que representam mais de 77 por cento da Rede) merecem da sociedade portuguesa, violando assim os princípios de boa fé e a prática já muito consolidada de cooperação entre o sector social e o Estado português".

Estatísticas

  • 10 leitores
  • 9 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1304657

Comentário + votado

Saber a verdade

Mas há algum acordo entre a União das Misericórdias Portuguesas e o Ministro da Saúde? O que se ...

João Carrilho

13.09.2007 11:59

X

Mais em Sociedade (16 de 18 artigos)

Caso Maddie: procurador-geral anuncia novas diligências na investigação