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Correia de Campos afirma que cumprirá "rigorosamente a lei"

Ministro promete reagir a providência cautelar para reabertura de bloco de partos de Chaves

28.12.2007 - 20:09 Por Lusa

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Correia de Campos diz que o seu ministério tomará as medidas que entender nesta questão Correia de Campos diz que o seu ministério tomará as medidas que entender nesta questão (Carlos Lopes/PÚBLICO (arquivo))
O ministro da Saúde afirmou hoje que a Comissão de Defesa do Hospital de Chaves tem o direito de interpor uma providência cautelar visando a reabertura do bloco de partos da unidade, mas prometeu reagir se a iniciativa anunciada se concretizar.

A comissão "está no seu direito", afirmou Correia de Campos aos jornalistas em Vila do Conde, onde inaugurou a 100ª Unidade de Saúde Familiar. Mas o ministro adverte que "se essa manifestação de vontade se concretizar, o seu ministério tomará as medidas que entender”. “Cumpriremos rigorosamente a lei, como sempre fazemos", acrescentou.

O presidente da Câmara de Chaves, João Baptista, afirmou hoje que a providência cautelar dará entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela nos primeiros dias de 2008.

Aos jornalistas, Correia de Campos desvalorizou também as críticas do bastonário em exercício da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, que alertou para o risco de "casos fatais" se forem colocadas no terreno ambulâncias e helicópteros de emergência sem um médicos.

O bastonário em exercício "veio dizer o mesmo que já disse há cinco ou seis meses atrás, quando fizemos acordos em Bragança sobre o fecho de alguns serviços de atendimento nocturno", comentou o ministro. "Lembro-me de ter visto esse senhor a gritar que íamos matar pessoas. Até hoje, tudo correu bem, porque não podia correr de outra forma", acrescentou Correia de Campos.

José Manuel Silva tinha classificado de "acto criminoso" o propósito do Instituto Nacional de Emergência Médica e do Ministério da Saúde de operar as ambulâncias e os helicópteros de suporte imediato de vida (SIV) para o interior do país apenas com um técnico de emergência e um enfermeiro.

Hoje, o ministro referiu-se igualmente a posições de alguns corpos de bombeiros de Trás-os-Montes, que se mostraram preocupados com o aumento do tempo de ocupação dos meios de emergência e dos custos a cobrar aos utentes devido às deslocações aos hospitais. Em vez de chamarem os bombeiros, "a solução está [em] as pessoas telefonarem para o 112", disse Correia de Campos.

A partir daí, "o CODU [Centro de Orientação de Doentes Urgentes] tem maneira de identificar o problema e decide se é preciso enviar uma ambulância ou resolver o problema de outro modo", declarou.

Correia de Campos disse ainda estar "receptivo" a acordos com bombeiros "para minorar este tipo de situações", como o proposto à corporação de Alijó e que esta recusou.

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...

Claro que faz muito sentido deixar aberta uma maternidade que nem faz dois partos por dia em média ...

Manuel da Fonseca

30.12.2007 00:37

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