O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, disse hoje que está a ser feito um balanço da Unidade Nacional Trânsito (UNT) da GNR, mas não quer reactivar a Brigada de Trânsito.
“Nós não voltamos ao passado quando encaramos soluções de futuro. Aquilo que hoje está em cima da mesa é fazer o balanço de cerca de dois anos de actividade da UNT e mudar tudo o que for necessário para responder às necessidades de fiscalização”, disse Rui Pereira aos jornalista, à margem da cerimónia que assinala o Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estradas, em Guimarães.
O ministro admitiu que, caso seja “necessário”, a UNT “terá as adaptações todas que a experiência tem ditado para responder cada vez melhor às necessidades de fiscalização”.
“Chegou a hora de fazermos um balanço ao funcionamento dessa UNT e introduzir-mos todas as alterações de funcionamento que forem necessárias”, sublinhou, acrescentando que a Brigada de Trânsito “foi extinta” e o Governo “não vai voltar atrás”.
“O que nós queremos é com base na existência da UNT ter a dimensão e os procedimentos necessários e desempenhar um papel cada vez mais actuante na fiscalização da circulação rodoviária”, sustentou.
No âmbito da regulamentação da Lei Orgânica da GNR, a 1 de Janeiro entrou em fucionamento a Unidade Nacional de Trânsito e a BT foi extinta, tendo sido cerca de dois mil militares colocados nos destacamentos de trânsito dos 18 comandos territoriais de Portugal Continental.
Para a nova Unidade Nacional de Trânsito (UNT) foram transferidos 160 efectivos da ex-BT, que estão em Lisboa e Porto, únicos locais que dispõem desta unidade especializada, apesar de realizar missões em todo o país.
A extinção da BT tem gerado contestação a nível interno, com os militares da ex-Brigada de Trânsito a exigirem a integração na UNT, tendo chegado a entregar uma petição na Assembleia da República.
O presidente da Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG), José Alho, disse à agência Lusa que o ministro da Administração Interna reconheceu numa reunião que manteve com a ASPIG na última quinta-feira que a extinção da BT “foi um erro”.
José Alho adiantou que Rui Pereira também admitiu na reunião a possibilidade dos cerca dos dois mil militares que fazia parte da BT ser reintegrados num comando único e próprio para fiscalizar e coordenar o trânsito a nível nacional.
O presidente da ASPIG disse que os militares seriam reintegrados numa estrutura idêntica à ex-BT, mas com outro nome que ainda não estava definido, podendo mesmo ser UNT.


