Cidades

Ministro do Ambiente quer novos Polis para recuperar zonas urbanas

12.12.2005 - 16:46 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Nunes Correia fez um balanço muito positivo dos programas Polis Nunes Correia fez um balanço muito positivo dos programas Polis (Inácio Rosa/Lusa)
O ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território, Nunes Correia, prometeu hoje que o próximo pacote de fundos comunitários para Portugal vai contemplar uma linha de verbas para a recuperação das zonas urbanas.

À margem da apresentação do recém-construído Parque do Sorraia, em Coruche, Nunes Correia considerou essencial a recuperação dos centros urbanos, para tornar as cidades e vilas portuguesas "mais atractivas e competitivas" no quadro europeu.

Nunes Correia fez um "balanço muito positivo" dos programas Polis e de recuperação de áreas degradadas e anunciou que "no próximo ciclo de programação de fundos comunitários, sejam contempladas verbas para a requalificação de cidades, centros históricos e de vilas".

O objectivo é "melhorar a qualidade de vida das populações" e "reforçar o papel que esses pólos urbanos têm no chamado sistema urbano nacional", explicou o ministro.

Para Nunes Correia, "as linhas de orientação" dos futuros programas de apoio visam "melhorar a qualidade de vida das populações" através de novos projectos de recuperação do "ambiente urbano".

Parque do Sorraia servirá como barreira de protecção às cheias

A Câmara de Coruche inaugurou esta manhã o parque do Sorraia, que vai servir de primeira barreira de protecção às cheias ribeirinhas, um problema recorrente na cidade.

O parque, que custou cerca de três milhões de euros, situa-se numa zona "salvaguardada de cheias porque o talude construído fica acima da cota máxima de cheia" do rio Sorraia, explicou Dionísio Mendes, presidente da Câmara de Santarém.

Equipado com vários espaços de lazer, o parque contém um "sistema de escoamento de águas pluviais" que as conduz para "uma saída que tem uma válvula de maré", que impede que a água do Sorraia subam nas margens através das condutas.

No entanto, "o resto da vila não está" protegida das cheias, reconheceu o autarca, que espera uma solução definitiva somente depois da construção de um emissário dos esgotos para a futura Estação de Tratamento de Águas Residuais (Etar).

A futura grande conduta "conduzirá todos os esgotos da vila de Coruche" à Etar, retirando-os do rio Sorraia, explicou Dionísio Mendes, recordando que grande parte das inundações são causadas por água do curso que invade a zona urbana, localizada numa cota mais baixa.

Estatísticas

  • 8 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1241682

Comentário + votado

X

Mais em Sociedade (14 de 21 artigos)

"A situação não é grave porque é hoje facilmente tratável", afirma Correia de Campos Hospital de S. João: ministro rejeita encerramento do serviço de pneumologia