O ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território, Nunes Correia, prometeu hoje que o próximo pacote de fundos comunitários para Portugal vai contemplar uma linha de verbas para a recuperação das zonas urbanas.
À margem da apresentação do recém-construído Parque do Sorraia, em Coruche, Nunes Correia considerou essencial a recuperação dos centros urbanos, para tornar as cidades e vilas portuguesas "mais atractivas e competitivas" no quadro europeu.
Nunes Correia fez um "balanço muito positivo" dos programas Polis e de recuperação de áreas degradadas e anunciou que "no próximo ciclo de programação de fundos comunitários, sejam contempladas verbas para a requalificação de cidades, centros históricos e de vilas".
O objectivo é "melhorar a qualidade de vida das populações" e "reforçar o papel que esses pólos urbanos têm no chamado sistema urbano nacional", explicou o ministro.
Para Nunes Correia, "as linhas de orientação" dos futuros programas de apoio visam "melhorar a qualidade de vida das populações" através de novos projectos de recuperação do "ambiente urbano".
Parque do Sorraia servirá como barreira de protecção às cheias
A Câmara de Coruche inaugurou esta manhã o parque do Sorraia, que vai servir de primeira barreira de protecção às cheias ribeirinhas, um problema recorrente na cidade.
O parque, que custou cerca de três milhões de euros, situa-se numa zona "salvaguardada de cheias porque o talude construído fica acima da cota máxima de cheia" do rio Sorraia, explicou Dionísio Mendes, presidente da Câmara de Santarém.
Equipado com vários espaços de lazer, o parque contém um "sistema de escoamento de águas pluviais" que as conduz para "uma saída que tem uma válvula de maré", que impede que a água do Sorraia subam nas margens através das condutas.
No entanto, "o resto da vila não está" protegida das cheias, reconheceu o autarca, que espera uma solução definitiva somente depois da construção de um emissário dos esgotos para a futura Estação de Tratamento de Águas Residuais (Etar).
A futura grande conduta "conduzirá todos os esgotos da vila de Coruche" à Etar, retirando-os do rio Sorraia, explicou Dionísio Mendes, recordando que grande parte das inundações são causadas por água do curso que invade a zona urbana, localizada numa cota mais baixa.


