A demolição de construções em situação irregular em Vila do Bispo e Aljezur foi uma possibilidade admitida hoje pelo ministro do Ambiente. Francisco Nunes Correia adiantou que a situação dos restantes casos vai ser analisada pelas câmaras e Governo.
“Poderão haver demolições depois das respectivas decisões judiciais. Vamos deixar correr as acções em tribunal”, que são milhares, afirmou Nunes Correia a propósito de uma resolução aprovada ontem em Conselho de Ministros para suspender a construção de vários empreendimentos naqueles dois concelhos.
“Tivemos de pôr um travão neste problema que tem cerca de 30 anos. Foi necessário deliberar aquelas medidas suspensivas e desenvolver um Plano de Ordenamento do Território (ainda em curso) para afastar a construção onde os valores naturais desaconselham”, explicou o ministro do Ambiente.
Mas a vontade do Ministério do Ambiente é desenvolver este processo “em sintonia” com as câmaras municipais de Aljezur e Vila do Bispo. “É com o acordo das câmaras que se vai decidir. Existem infra-estruturas cuja construção está há anos por acabar. E edifícios apodrecidos. Esses são para demolir. Vai ser feita uma limpeza. Mas o resto, já construído, vai ser cuidadosamente analisado com as câmaras municipais, alguns para serem regularizados”, afirmou o ministro.
O ministro salientou que só as construções "de qualidade" e que se inserem no âmbito dos valores do parque natural vão ser mantidas e que "quem não tem condições para ser construído tem de ser travado".
Esta análise já foi feita várias vezes em reuniões entre o ministério e a Câmara de Aljezur. O processo mais atrasado é o caso da Câmara de Vila do Bispo, estando agendada uma reunião para a próxima semana entre o presidente do município e o secretário de Estado do Ambiente.


