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Correia de Campos ainda não leu relatório do Tribunal de Contas

Ministro da Saúde diz-se "optimista" perante "progressos" na gestão financeira do SNS

22.11.2007 - 18:03 Por Lusa

O ministro da Saúde, Correia de Campos, escusou-se hoje a comentar o relatório do Tribunal de Contas que aponta falta de rigor nas contas de 2006 do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas afirmou-se "optimista" face aos "progressos" na gestão financeira nas entidades do sector.
O ministro diz estar disponível para ir ao Parlamento, um pedido já feito pelo BE que exige explicações sobre o relatório O ministro diz estar disponível para ir ao Parlamento, um pedido já feito pelo BE que exige explicações sobre o relatório (Carlos Lopes/PÚBLICO (arquivo))

O relatório hoje entregue no Parlamento conclui que "a informação económico-financeira consolidada do Serviço Nacional de Saúde, quer de 2005 quer de 2006, continua a não dar uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira" do SNS, nem "dos resultados do conjunto das entidades que integram o SNS". A metodologia de consolidação "não garante que o resultado dessa informação seja exacto e integral", assinala o relatório sobre o "Acompanhamento da Situação Económico Financeira do SNS de 2006", com a data de 15 de Novembro.

Em declarações aos jornalistas no Parlamento, o ministro da Saúde argumentou que ainda não leu o relatório, manifestando-se disponível para ir ao Parlamento "sempre que o Parlamento o quiser".

Sobre as contas de 2005, Correia de Campos afirmou "ter razões" para "estar satisfeito", acrescentando estar "optimista" quanto à "capacidade de gestão" nas entidades do Ministério da Saúde.

Questionado pelos jornalistas sobre a falta ou os atrasos na entrega de informação consolidada por parte das entidades do sector, Correia de Campos admitiu que "isso existe" mas sublinhou "os progressos" conseguidos nesse campo. "Isso existe, é possível que sim, mas deixem-me salientar os progressos que se fizeram", afirmou, referindo que o ministério sabe já "com bastante aproximação", dos resultados consolidados de Agosto e Setembro.

Na sequência da leitura do relatório, que considerou ser "arrasador" para o ministro da Saúde, o Bloco de Esquerda solicitou hoje, com carácter de urgência, a presença de Correia de Campos, bem como do presidente do Tribunal de Contas, Guilherme de Oliveira Martins, na comissão de Saúde.

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