• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:
  • Google transforma Gmail para competir com Facebook e Twitter
  • "Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal"
  • Haiti: Um terramoto de 500 anos - Paulo Moura, em Port au Prince

Exoneração no Centro de Saúde de Vieira do Minho

Ministro da Saúde acusa ex-directora de "deslealdade" e "incapacidade"

29.06.2007 - 13:56 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O ministro da Saúde justificou hoje a exoneração da ex-directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho com a sua "deslealdade" e "incapacidade" para o cargo, depois de não ter mandado retirar um cartaz com um comentário considerado jocoso por Correia de Campos.
Correia de Campos diz que Celeste Cardoso não foi leal Correia de Campos diz que Celeste Cardoso não foi leal (Adriano Miranda/PÚBLICO)

Em conferência de imprensa, o ministro disse que a ex-directora foi confrontada duas vezes pelas autoridades regionais de saúde sobre o comentário "jocoso" (que, segundo o ministro, o atacava politicamente) e, em ambas as situações, "transferiu as responsabilidades para terceiros".

O comportamento da ex-responsável, defendeu o ministro, é "prova pública de incapacidade" para o cargo.

O despacho de exoneração foi publicado ontem em Diário da República. Segundo a agência Lusa, alguns deputados socialistas manifestaram-se "incomodados com a situação".

"Pelo despacho (...) do Ministro da Saúde, de 5 de Janeiro, foi exonerada do cargo de directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho a licenciada Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso, com efeitos à data do despacho, por não ter tomado medidas relativas à afixação, nas instalações daquele Centro de Saúde, de um cartaz que utilizava declarações do Ministro da Saúde em termos jocosos, procurando atingi-lo", lê-se no despacho.

O médico que afixou a folha com o comentário sobre o ministro Correia de Campos disse ontem que enviou à Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) uma carta a assumir a responsabilidade pelo sucedido.

Num domingo em que estava de urgência, Salgado Almeida recortou uma notícia de um jornal que continha declarações do ministro da Saúde, juntou-lhe uma frase e afixou-a numa das paredes do centro. A notícia fotocopiada incluía uma declaração de Correia de Campos em que o ministro afirmava nunca ter entrado num Serviço de Atendimento Permanente (SAP), tendo Salgado Almeida escrito na folha "Façam como o ministro, não venham ao SAP". Logo nesse dia, segundo fonte do Centro de Saúde de Vieira do Minho, um utente escreveu uma reclamação no Livro Amarelo a criticar a exposição pública da fotocópia.

Quando se apercebeu das dimensões da situação, Salgado Almeida escreveu e assinou um documento onde assumiu ter colocado na parede uma cópia de uma entrevista dada pelo ministro da Saúde e onde escreveu também alguns comentários às declarações de Correia de Campos. A declaração foi enviada para a Sub-Região de Saúde de Braga e depois para a Administração Regional de Saúde-Norte.

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.