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Exoneração no Centro de Saúde de Vieira do Minho

Ministro da Saúde acusa ex-directora de "deslealdade" e "incapacidade"

29.06.2007 - 13:56 Por Lusa

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Correia de Campos diz que Celeste Cardoso não foi leal Correia de Campos diz que Celeste Cardoso não foi leal (Adriano Miranda/PÚBLICO)
O ministro da Saúde justificou hoje a exoneração da ex-directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho com a sua "deslealdade" e "incapacidade" para o cargo, depois de não ter mandado retirar um cartaz com um comentário considerado jocoso por Correia de Campos.

Em conferência de imprensa, o ministro disse que a ex-directora foi confrontada duas vezes pelas autoridades regionais de saúde sobre o comentário "jocoso" (que, segundo o ministro, o atacava politicamente) e, em ambas as situações, "transferiu as responsabilidades para terceiros".

O comportamento da ex-responsável, defendeu o ministro, é "prova pública de incapacidade" para o cargo.

O despacho de exoneração foi publicado ontem em Diário da República. Segundo a agência Lusa, alguns deputados socialistas manifestaram-se "incomodados com a situação".

"Pelo despacho (...) do Ministro da Saúde, de 5 de Janeiro, foi exonerada do cargo de directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho a licenciada Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso, com efeitos à data do despacho, por não ter tomado medidas relativas à afixação, nas instalações daquele Centro de Saúde, de um cartaz que utilizava declarações do Ministro da Saúde em termos jocosos, procurando atingi-lo", lê-se no despacho.

O médico que afixou a folha com o comentário sobre o ministro Correia de Campos disse ontem que enviou à Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) uma carta a assumir a responsabilidade pelo sucedido.

Num domingo em que estava de urgência, Salgado Almeida recortou uma notícia de um jornal que continha declarações do ministro da Saúde, juntou-lhe uma frase e afixou-a numa das paredes do centro. A notícia fotocopiada incluía uma declaração de Correia de Campos em que o ministro afirmava nunca ter entrado num Serviço de Atendimento Permanente (SAP), tendo Salgado Almeida escrito na folha "Façam como o ministro, não venham ao SAP". Logo nesse dia, segundo fonte do Centro de Saúde de Vieira do Minho, um utente escreveu uma reclamação no Livro Amarelo a criticar a exposição pública da fotocópia.

Quando se apercebeu das dimensões da situação, Salgado Almeida escreveu e assinou um documento onde assumiu ter colocado na parede uma cópia de uma entrevista dada pelo ministro da Saúde e onde escreveu também alguns comentários às declarações de Correia de Campos. A declaração foi enviada para a Sub-Região de Saúde de Braga e depois para a Administração Regional de Saúde-Norte.

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Comentário + votado

Tanto quanto sei há vários anos...

Tanto quanto sei há vários anos que o Ministério da Saúde procura descongestionar as urgências ...

Anónimo

30.06.2007 19:29

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