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Em causa declarações de Pinto Monteiro

Ministro da Justiça considera que PGR pode estar "equivocado" quanto à autonomia dos magistrados

22.11.2007 - 19:41 Por Lusa

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O ministro da Justiça afirma que "não há equiparação a funcionários públicos" O ministro da Justiça afirma que "não há equiparação a funcionários públicos" (Carlos Lopes/PÚBLICO (arquivo))
O ministro da Justiça assegurou hoje que o Governo respeita a autonomia do Ministério Público, sublinhando que, se o procurador-geral da República (PGR) pensa o contrário, trata-se de um "equívoco" que resulta de "desconhecimento" ou "atrevimento".

"O Governo respeita a Constituição e a autonomia do Ministério Público e não tem nenhum plano para solicitar a revisão da Constituição", disse Alberto Costa sobre uma entrevista à revista Visão de Pinto Monteiro, na qual o PGR diz "haver alguns sinais de que pode estar em perigo a autonomia do Ministério Público".

A propósito do diploma sobre vínculos, carreiras e remunerações na Função Pública, que abrange os juízes e os magistrados, Pinto Monteiro afirmou que "começa a haver alguns sinais de que pode estar em perigo a autonomia do Ministério Público", advertindo que não aceitará "ser um procurador-geral dependente do poder político".

"A primeira vez que li aquilo pensei que tivesse sido uma distracção do Governo, mas agora vejo, com grande espanto, que a prazo pode pôr os magistrados ao nível dos funcionários públicos. E isso é o fim da independência dos tribunais, pois os funcionários públicos dependem da tutela ministerial", comenta Pinto Monteiro.

A esse propósito, o ministro da Justiça referiu: "Não há equiparação a funcionários públicos. Isso é um equívoco e se [o PGR] diz isso, ou resulta de desconhecimento ou resulta de atrevimento".

O PGR considera que, "se puserem os magistrados como funcionários públicos, a partir daí recebem ordens tal como o funcionário das Finanças que responde perante o seu chefe que, por sua vez, reporta ao ministro". Neste contexto, avisa: "Não aceitarei ser um procurador-geral dependente do poder político".

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Mais um folhetim que não vai ter em consideração o mais importante. A justiça em portugal, ou a ...

santos

27.11.2007 00:17