Ministro considera "desaconselhável" haver apenas um agente nas esquadras

29.04.2008 - 14:20 Por Lusa
O ministro da Administração Interna considera "desaconselhável" haver apenas um agente numa esquadra da PSP e que "não podem ser locais vulneráveis". Rui Pereira reage, assim, à invasão da esquadra de Moscavide no domingo, afirmando esperar que os responsáveis pelo incidente sejam identificados, capturados e julgados.
Sublinhando que "não é prática aconselhável haver uma esquadra da PSP em que esteja apenas um agente da polícia", o ministro sustentou que "as esquadras, em termos simbólicos e efectivos, devem ser locais onde tem de imperar a segurança".
Rui Pereira, que falava à margem de uma visita ao certame agro-pecuário Ovibeja, reagia ao caso do grupo de perto de 15 homens que anteontem invadiu a esquadra da PSP de Moscavide, concelho de Loures, na qual estava apenas um agente, agredindo um jovem de 20 anos que pretendia apresentar queixa do grupo.
Para o ministro, tratou-se de "uma agressão muito grave, porque foi praticada dentro de uma esquadra policial", esperando que "os autores da agressão sejam identificados, capturados e apresentados perante a justiça".
Apesar de frisar que "ninguém pode garantir que não vai haver uma cena de violência perto ou dentro de uma esquadra", Rui Pereira garantiu que o Governo vai "tomar medidas, para que não haja esquadras da PSP em que esteja apenas um agente", recusando-se a associar o caso de Moscavide a uma eventual falta de efectivos na polícia. "A própria esquadra da PSP de Moscavide dispõe de mais de 40 agentes. Portanto, queremos que o trabalho de polícia seja organizado, para que nunca esteja apenas um agente dentro de uma esquadra", frisou.
Rui Pereira repudiou também o caso do jovem de 18 anos que foi detido também no domingo pela PSP em Beja por alegadas agressões físicas a dois agentes. O incidente ocorreu "à porta da esquadra" e após o jovem ter sido submetido a interrogatório policial. "Não podemos ser complacentes com essas agressões", defendeu, salientando que a PSP "cumpriu com competência o seu papel, porque deteve o jovem e o apresentou perante a justiça".
"A partir daqui não faço mais nenhum comentário, porque compete às autoridades judiciais dirigir a investigação do crime e julgar o jovem", rematou.
Para frisar a "importância que o Governo dá à segurança", o ministro lembrou o plano estratégico de segurança que, além dos "1278 militares da GNR e 996 agentes da PSP" já admitidos "desde o início da legislatura", prevê, até ao final do mandato, "admitir mais 2000 agentes da PSP e militares da GNR".

