Ministra da Saúde quer que unidades de cuidados continuados sejam realidade em todo o país

20.02.2008 - 15:45
A ministra da Saúde, Ana Jorge, salientou hoje a necessidade de fazer chegar a rede de cuidados continuados a todo o país, apontando o exemplo da Unidade de Média Duração e Reabilitação de Arronches (Portalegre).
"Precisamos que estas unidades sejam uma realidade em todo o país, unidades que sejam adaptadas à realidade vivida em cada região", defendeu a ministra.
A titular da pasta da Saúde falava durante uma visita à Unidade de Média Duração e Reabilitação de Arronches, depois de, no distrito de Évora, já ter inaugurado um equipamento idêntico em Estremoz e entregue uma Viatura Móvel de Saúde em Borba.
Para Ana Jorge, a unidade criada em Arronches, da Santa Casa da Misericórdia local, constitui um exemplo de modelo de organização e de capacidade, para responder às dificuldades, nessa área, no distrito de Portalegre.
O equipamento daquele concelho alentejano, acrescentou, "caminha a passos largos para se tornar uma unidade de excelência".
Na visita a Arronches, a ministra ficou ainda a conheceu o projecto que Santa Casa da Misericórdia (SCM) está a desenvolver para ampliar aquele espaço e reforçá-lo com uma unidade de cuidados continuados de longa duração.
A funcionar desde 15 de Outubro do ano passado, a Unidade de Média Duração e Reabilitação de Arronches tem capacidade para 23 utentes e, segundo dados da Misericórdia, custou cerca de 1,4 milhões de euros, comparticipados pelo Programa Saúde XXI.
Quanto à Unidade de Média Duração e Reabilitação de Estremoz, visitada antes pela ministra da Saúde, foi criada pela Clínica Social Rainha Santa, resultante de uma parceria entre a Santa Casa da Misericórdia local e o núcleo da Cruz Vermelha Portuguesa.
A construção da unidade ascendeu a pouco mais de 600 mil euros, comparticipados pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), de acordo com dados da Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARSA).
Com 23 camas, a unidade entrou em funcionamento há cerca de uma semana.
Ainda este ano, a ARSA pretende continuar o processo de alargamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) na região, prevendo, entre outras medidas, criar mais unidades e implementar as Unidades de Dia e Promoção da Autonomia.
A aquisição de mais 31 viaturas - que se vão juntar às 12 já existentes - e duas unidades móveis para apoio à prestação de cuidados no âmbito da mesma rede é outro dos projectos.
Actualmente, a RNCCI possui já respostas em todos os distritos do Alentejo, existindo Equipas de Gestão de Altas nas quatro unidades hospitalares, 14 Equipas de Coordenação Local que actuam em todos os concelhos sob influência da ARSA e duas Equipas Intra Hospitalares de Suporte em Cuidados Paliativos.
No que concerne ao internamento, a região tem já em funcionamento 11 unidades, num total de 214 camas.

