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Confederação de Pais pede adiamento até haver condições

Ministra da Saúde diz que adiar abertura do ano lectivo não é solução para evitar propagação do vírus

08.07.2009 - 12:03 Por Lusa, PÚBLICO

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A Confap recomendou o adiamento do início do ano lectivo A Confap recomendou o adiamento do início do ano lectivo (Carlos Lopes)
A ministra da Saúde, Ana Jorge, declarou hoje que a solução para evitar a propagação do novo vírus da gripe nas escolas não passa pelo adiamento do início das aulas, como defende a Confederação Nacional dos Pais (Confap), mas sim por cada escola organizar-se para responder a eventuais casos que possam surgir.

"O problema da pandemia vai começar a aparecer progressivamente e não vai durar só no início do ano lectivo, vai prolongar-se por vários períodos e algumas escolas poderão ser abrangidas. Vamos ter de conter a doença e evitar o contágio entre os alunos", disse Ana Jorge.

Reagindo à posição defendida ontem pela (Confap) de adiar o início do ano lectivo, caso as escolas não estejam preparadas para a pandemia da gripe A (H1N1), Ana Jorge afrima que “todas as escolas têm de saber o que é que fazem”. “Temos de proteger não só os alunos, mas também os professores e os outros profissionais", com a adopção de "regras de higiene muito rígidas", disse Ana Jorge à margem da cerimónia comemorativa dos 30 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) - "Garantir o futuro", a decorrer em Lisboa.

Albino Almeida, presidente da Confap, defende o adiamento da abertura do ano escolar até que estejam reunidas todas as condições é uma questão de bom senso. Não faz sentido abrirem para fechar uma semana depois com as pessoas todas de quarentena”. Segundo a Confap, em muitas escolas não existem casas de banho em número suficiente para todos os alunos, professores e outros profissionais, para além de faltar sabão, secadores de mãos ou toalhas, uma realidade que impede a lavagem das mãos com frequência como forma de conter a propagação do vírus. Todos os dias, a ministra da Saúde tem sublinhado a importância de lavar as mãos para conter a propagação do vírus.

Para os pais e professores, as condições básicas que têm de estar asseguradas são mesmo... básicas. E faltam principalmente nas escolas do primeiro ciclo, no pré-escolar e nos edifícios mais antigos.

"Sempre que houver algum doente é preciso que seja notificado rapidamente e uma equipa de saúde irá falar à escola e tomar as medidas que forem adequadas para aquele momento e para aquela escola", explicou, notando que o facto de a maior parte das escolas estarem encerradas ou com menos alunos é favorável para que não haja tanta facilidade de disseminação do vírus.

A ministra lembrou que o Ministério da Saúde está a trabalhar com o Ministério da Educação para "definir o que já está definido no plano de contingência e concertar acções para que as escolas e todos os espaços estejam no fundo preparados para o que possa acontecer".

Duas escolas, uma em Lisboa e outra em Ponta Delgada, foram encerradas ontem devido ao aparecimento de crianças infectadas com a nova estirpe da gripe.

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