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Serviço atende menos sete mil chamadas que o previsto

Ministra da Saúde acusa Linha de Saúde 24 de incumprimento de contrato

19.08.2009 - 15:03 Por Lusa, PÚBLICO

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A ministra lamenta que a empresa que gere o serviço nada tenha feito após os vários alertas do ministério A ministra lamenta que a empresa que gere o serviço nada tenha feito após os vários alertas do ministério (Daniel Rocha)
A ministra da Saúde acusou hoje a empresa que gere a Linha de Saúde 24 de incumprimento do contrato, ao atender menos sete mil chamadas diárias do que o previsto contratualmente. Ana Jorge sublinha que a falha do serviço não se deve apenas à gripe A, falando a ministra em problemas de organização do serviço telefónico 808 24 24 24.

O contrato com a Linha de Saúde 24 estabelece que o serviço deve atender, no mínimo, por dia, dez mil chamadas. Ana Jorge afirma que apenas três mil estão receber resposta por parte daquela linha telefónica. A ministra aponta que a empresa já foi alertada “há muito tempo” para esta questão, lamentando que após “reuniões sistemáticas” entre a empresa e a Direcção-Geral de Saúde se mantenha o incumprimento do acordado por contrato.

"A linha não é só para a gripe, é para toda a orientação. Mesmo para o que está contratualizado, independentemente da gripe, o número de respostas é cerca de um terço. Não é a gripe que está a sobrecarregar a linha. Ela não responde porque não foi capaz de se organizar para dar resposta àquilo que foi contratualizado", acusou a ministra, que falava à margem da inauguração das novas instalações no Centro Hospitalar de Gaia/Espinho.

"A empresa tem um compromisso que não está a cumprir”, reforçou, referindo que do Ministério da Saúde "tem havido toda a disponibilidade para melhorar" o serviço de atendimento. "Estamos no limite”, alertou.

Linha para médicos deve ser "reactivada"

Já ontem, Ana Jorge tinha exortado a Linha 24 a dar "maior resposta" aos utentes do serviço, que já apresentaram queixas por demora no atendimento. Também a Ordem dos Médicos diz ter recebido queixas sobre a "sobrecarga" da linha, defendendo como alternativa a reactivação da linha telefónica exclusiva para profissionais de saúde destinada a prestar informações sobre a gripe A.

Isabel Caixeiro, presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, diz que é "necessário reforçar a Linha Saúde 24 e também reactivar, quanto antes, a linha dedicada para os médicos".

Esta linha foi criada em Maio para que os profissionais de saúde pudessem debater com outros colegas um caso suspeito de gripe A, para identificar um caso que possa suscitar dúvidas ou para facilitar a orientação dos doentes para os locais mais adequados. Com a suspensão do serviço, em Julho, os médicos são, muitas vezes, obrigados a ligar para a Linha de Saúde 24 para fazer a notificação do caso.

"Pensamos que a actuação da Direcção-Geral da Saúde no sentido do reforço da Linha de Saúde 24 é muito útil e prioritária, mas achamos também que devem ser feitos todos os esforços para que a linha para os médicos seja reactivada", reiterou a responsável.

Isabel Caixeiro salientou ainda que a Ordem está disponível para colaborar com o Ministério da Saúde para uma solução para o problema.

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Trapalhada

Será que há mesmo um contrato?Não me parece que que esta ministra tenha capacidade para elaborar ...

R. Soares

20.08.2009 12:40

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