A ministra da Saúde, Ana Jorge, recusou hoje que as urgências do Hospital de Faro estejam a funcionar num ambiente de caos, como foi apontado por alguns médicos da unidade, considerando que apenas se está a registar uma "maior procura" por se estar em "plena época de Inverno".
"Não tenho conhecimento de que haja o caos no Hospital de Faro. Estamos em plena época de Inverno, em que a procura das urgências é maior", afirmou Ana Jorge, que falava na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, à margem da cerimónia de divulgação de um programa doutoral.
A ministra disse ter informações de que "os doentes estão a ser atendidos, e não num tempo de espera que ultrapasse aquilo que é razoável", depois de um dos médicos daquele serviço hospitalar ter afirmado à Lusa que "a situação actual é de ruptura".
O novo serviço de urgências do Hospital de Faro começou a funcionar este mês, mas as macas acumuladas nos corredores estão a provocar o caos e os médicos que há um ano pediram a demissão continuam demissionários.
A 2 de Novembro de 2007, 19 dos 20 chefes de equipa da área médica do Hospital de Faro apresentaram a demissão em bloco como forma de protesto contra a sobrelotação das urgências e das condições a que estavam sujeitos os doentes. Ana Jorge adiantou que "os chefes de equipa estão demissionários, mas estão a funcionar".
Considerando "altamente positivo" o facto de a área do serviço de urgência ter melhorado, a ministra disse, contudo, que "obviamente que terão que ficar doentes em maca porque o número de procura é elevado e, por vezes, não há capacidade imediata de resposta".
"O Conselho de Administração [do Hospital] está a acompanhar a situação e estou segura que as coisas vão correr bem", concluiu Ana Jorge.


