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Saúde

Ministra admite "algumas desigualdades de acesso"

26.01.2010 - 16:23 Por Lusa

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A ministra da Saúde escusou-se hoje a comentar um estudo que revela que seis em cada dez famílias tiveram dificuldade em seguir tratamentos médicos no último ano por motivos económicos, mas admitiu "algumas desigualdades de acesso" à saúde.

"Não conheço o estudo da DECO, não vou comentar", disse a ministra aos jornalistas.

Ana Jorge, que falava em Bruxelas à margem de uma cimeira sobre o cancro do colo do útero, reconheceu que subsistem "algumas desigualdades de acesso" à saúde.

"É isso que nos tem levado a introduzir alterações no sistema", adiantou.

Um inquérito da organização de defesa do consumidor DECO, publicado na revista Teste Saúde de Fevereiro, mostra que a crise económica afectou os cuidados de saúde de seis em cada dez portugueses.

O inquérito, realizado junto de 1639 famílias portuguesas, revela que quase metade dos inquiridos foi obrigada a adiar uma terapia.

Um quinto interrompeu e outros tantos nem sequer pensaram em iniciar um tratamento por impossibilidade de o pagar. Nesta última situação estão 650 mil famílias, segundo estima a DECO.

Os lares com baixos rendimentos, os que incluem apenas um adulto e crianças menores e os que integram doentes crónicos manifestam mais problemas em suportar os custos, revela ainda o inquérito, segundo o qual um quinto dos inquiridos já se endividou para pagar despesas de saúde e 15 por cento fizeram-no no último ano.

O estudo mostra ainda que sete em cada 10 famílias gastam uma média de 1700 euros por ano em Saúde, o que representa, em média, cerca de um quinto do seu rendimento anual líquido.

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