Advogada de defesa diz que prisioneiro “não é violento”

Ministério Público pede condenação para “El Solitário”

06.03.2009 - 14:32 Por Lusa

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O cidadão espanhol foi condenado em Portugal a sete anos e meio de prisão, pelos crimes de roubo agravado O cidadão espanhol foi condenado em Portugal a sete anos e meio de prisão, pelos crimes de roubo agravado (Manuel Roberto (arquivo))
O Ministério Público pediu hoje a condenação de Jaime Giménez Arbe, "El solitário", no processo em que é acusado de injúria agravada a guardas prisionais, cuja sentença do julgamento foi marcada para o dia 20 de Março.

Para a procuradora, as expressões injuriosas foram "provadas inteiramente" em tribunal. Já a advogada de Jaime Giménez Arbe, Lígia Borbinha, pediu a absolvição do seu constituinte, adiantando que tem sido montada uma campanha para fazer crer que "El Solitário" é uma pessoa violenta.

"Ele não é violento. Tem apenas lutado pelos seus direitos, denunciando várias violações" no Estabelecimento Prisional de Monsanto, referiu.

Segundo a advogada, têm sido realizados determinados procedimentos não permitidos pelo regulamento interno da prisão, tais como a revista por apalpação e o desnudamento. Embora tenha pedido a absolvição do seu constituinte, a advogada disse aos jornalistas que provavelmente será condenado. Se assim for, adiantou, irá recorrer da sentença.

O arguido Jaime Giménez Arbe também disse em tribunal acreditar na sua condenação, mas adiantou estar orgulhoso por lutar pelos direitos humanos dos reclusos em Portugal. "El Solitário" garante que os guardas prisionais que o acusam de injúria mentiram em tribunal e que "sabem bem que são responsáveis por várias sovas".

À semelhança do que já tinha acontecido em sessões anteriores, Jaime Giménez Arbe voltou hoje a referir que o Estabelecimento Prisional de Monsanto "é uma prisão onde não são respeitados os direitos humanos" e que tem sido alvo de perseguições, maus tratos e isolamento "sem motivo" desde que decidiu denunciar a situa

O cidadão espanhol, condenado pelo Tribunal da Figueira da Foz a sete anos e meio de prisão, pelos crimes de roubo agravado na forma tentada e detenção de armas proibidas, entre outros ilícitos, está a ser julgado, em Lisboa, por dois crimes de injúria agravada alegadamente cometidos contra dois guardas prisionais do Estabelecimento Prisional de Monsanto.

As alegações finais deste processo foram feitas hoje depois da audição de três testemunhas de defesa, entre as quais Marcus Fernandes - recluso do Estabelecimento Prisional de Monsanto condenado pela morte de dois polícias na Amadora -, e de um dos guardas prisionais.

O julgamento decorre nas Varas Criminais na Rua Pinheiro Chagas, em Lisboa. Jaime Giménez Arbe foi também condenado a 47 anos de prisão em Espanha pelo homicídio de dois guardas-civis.

Notícia actualizada às 15h00

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