O Ministério das Finanças está a "estudar eventuais alterações" à forma de pagamento do imposto municipal sobre veículos, vulgarmente chamado selo do carro, mas o grupo de trabalho que está a analisar a situação apenas deverá entregar o estudo no final do primeiro semestre.
As Finanças sublinham, em comunicado, que "um grupo de trabalho coordenado por Luís Laço [inspector-geral da Direcção-Geral de Alfândegas e dos Impostos Especiais sob o Consumo] está a estudar essa possibilidade, que é uma entre muitas", mas que "ainda não está tomada uma decisão".
"O objectivo é que o grupo conclua os seus trabalhos o mais rapidamente possível", adianta o mesmo comunicado.
O "Diário de Notícias" de hoje avança que o Governo pretende que o selo do carro passe a ser pago obrigatoriamente através da Internet já este ano, a partir de Maio, e no mês da matrícula do automóvel.
Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Clube de Portugal, manifestou-se hoje contra a proposta do Governo, argumentando que muitos automobilistas não têm acesso fácil à Internet e que o processo seria muito complicado para quem não tem o hábito de usar meios digitais.
O modelo propõe a utilização da Internet para validar a declaração do imposto, introduzindo os dados pessoais e os dados relevantes do veículo.
Após a validação dos serviços, o contribuinte imprimiria uma "guia de pagamento" com a respectiva referência do pagamento através do Multibanco.
Mais tarde, após o pagamento, o selo do carro seria enviado pela administração fiscal para a morada do contribuinte.
Actualmente, entre Maio e Junho, os proprietários dos veículos ligeiros compram o dístico nas tesourarias das Finanças ou nos revendedores de valores selados, em papelarias ou quiosques autorizados.


