Casos prioritários devem apenas aguardar três meses

Ministério da Saúde quer reduzir para seis meses tempo máximo de espera para consultas de especialidade

27.03.2008 - 18:15 Por Lusa

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No final do ano passado, havia 474 mil pessoas à espera de uma primeira consulta da especialidade No final do ano passado, havia 474 mil pessoas à espera de uma primeira consulta da especialidade (Nelson Garrido (arquivo))
O Governo pretende reduzir o tempo máximo de espera para uma primeira consulta de especialidade em unidades de saúde públicas para seis meses, período que deverá ser diminuído para metade para casos prioritários, anunciou hoje o secretário de Estado da Saúde.

Manuel Pizarro, que falava numa conferência de imprensa realizada no Ministério da Saúde, lamentou que "nalgumas unidades de alguns hospitais aguarda-se tempo excessivo por uma consulta" de especialidade. Para enfrentar esta situação, o secretário de Estado indicou que além de se estabelecerem critérios para diferenciar as prioridades dos doentes que aguardam consultas externas, vai ainda ser elaborado algo como um "manual de boas práticas".

Esse conjunto de normas irá ajudar os clínicos a referenciar os doentes que atendem, evitando o envio imediato para consultas de especialidade de casos que muitas vezes podem ser resolvidos pelo médico de família, explicou o membro do Governo.

Dados oficiais já anunciados pela ministra da Saúde, Ana Jorge, indicam que no final do ano passado havia 474 mil pessoas à espera de uma primeira consulta da especialidade, o que significa um aumento de 27 por cento ao longo dos 21 meses anteriores.

Manuel Pizarro atribui em parte esta situação ao facto de, em média, cada português fazer seis consultas médicas por ano - num total de 60 milhões/ano no país - número que considera elevado, mas diz ser característico dos países desenvolvidos.

Recorrendo à "capacidade instalada", com um "pequeno ajuste", o secretário de Estado considera ser possível resolver o problema apenas através dos meios do Serviço Nacional de Saúde (SNS), afastando o recurso a médicos privados como sucede com as cirurgias.

Contudo, escusou-se a avançar estimativas de quando o Governo conta resolver a questão dos atrasos nas consultas de especialidade, afirmando que o plano para combater a situação deverá começara a ser aplicado ainda este ano pela equipa nomeada para o efeito.

Uma "melhor orientação" da oferta disponível no SNS "evitará algum consumismo" que o governante considerou natural por parte dos utentes do serviço público.

Dados da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde referentes ao final do ano passado revelam que a especialidade com mais consultas em atraso (116.846) era Oftalmologia, que registava um aumento de 46 por cento de doentes em relação a Março de 2006.

Seguem-se Ortopedia (46.966), que aumentou 46 por cento no mesmo período, Otorrinolaringologia (cerca de 46 mil), com um crescimento de dois por cento, e Urologia (27.604) e uma subida de quase 13 por cento.

Uma das estratégias que Manuel Pizarro admite vir a ser seguida é levar alguns especialistas das unidades hospitalares aos centros de saúde para aí darem consultas em conjunto com os clínicos de medicina geral. Porém, esta solução pode apenas ser aplicada a especialidades em que muitos dos casos se tratam sem necessidade de grandes recursos técnicos, como é o caso da Dermatologia.

Essa estratégia estará afastada, por exemplo, no caso das doenças oculares, por exigirem equipamentos de diagnóstico apenas existentes nos hospitais.

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ainda?!

mas ainda há listas de espera? e eu que julgava que o nosso bem amado "Socas" tinha acabado com ...

luis coelho

28.03.2008 10:04

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