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Procedimentos de emergência "foram correctos"

Ministério da Saúde abandona inquérito sobre acidente em Odemira

17.01.2007 - 18:21 Por Lusa

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Correia de Campos diz ter analisado as limitações na capacidade de resposta do SNS em situações de emergência no Alentejo Correia de Campos diz ter analisado as limitações na capacidade de resposta do SNS em situações de emergência no Alentejo (André Kosters/Lusa (arquivo))
O Ministério da Saúde anunciou hoje que não vai avançar com o inquérito aos socorros prestados à vítima de um acidente de viação na zona de Odemira, na semana passada, que acabou por morrer. Segundo a tutela, os cuidados de saúde e de emergência médica realizados "foram correctos e cumpriram as normais e orientações de serviço".

"Concluiu-se que as intervenções do INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica], através do CODU [Centro de Orientação de Doentes Urgentes], a acção do Centro de Saúde de Odemira e o acolhimento no Hospital de Santa Maria foram correctos e cumpriram as normais e orientações de serviço", considera, em comunicado, o Ministério da Saúde.

O ministério de Correia de Campos determinou perante esta conclusão, divulgada no final de uma reunião destinada a analisar as formas de melhoria do desempenho da rede de urgência/emergência do Alentejo, "que não há lugar a procedimento de inquérito".

Com a tutela estiveram reunidos o presidente do INEM, a Administração Regional de Saúde do Alentejo, representantes do Hospital de Santa Maria e do Centro Hospitalar de Beja, o presidente da Câmara de Odemira e o governador civil do distrito de Beja.

O PÚBLICO noticiou que, no passado dia 8, um homem de 54 anos sofreu ferimentos graves devido a um acidente rodoviário, mas só deu entrada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, quase sete horas após terem sido accionados os primeiros meios de socorro.

A vítima foi transportada para o Centro de Saúde de Odemira e assistida, depois, pela viatura médica de emergência e reanimação de Beja, chamada para o local, sendo finalmente transferido de helicóptero para Lisboa, onde acabou por morrer passados três dias.

Segundo o Ministério da Saúde, "nos vários momentos de intervenção foram proporcionadas as medidas de estabilização apropriadas, sem as quais o sinistrado nem sequer teria condições para suportar a viagem". Ainda de acordo com a tutela, "após a admissão no Hospital de Santa Maria, efectuados exames que revelaram múltiplos focos de contusão cerebral, a vítima foi sujeita a craniotomia descompressiva de que resultou normalização da pressão intracraniana". A vítima morreu depois de no pós-operatório o seu quadro clínico não ter melhorado.

Falta de meios neurocirúrgicos condicionaram assistência imediata à vítima

O ministério assume que "a gravidade do acidente e a distância a que ele ocorreu de um centro hospitalar com capacidade de intervenção neurocirúrgica, condicionaram, sem dúvida, o tempo que mediou entre a ocorrência e a entrada no hospital de destino". Porém, frisa que não existe "evidência de que esse lapso de tempo, bem como as manobras entretanto executadas pudessem ter influenciado o desfecho fatal, o qual se deveu essencialmente à gravidade das lesões iniciais".

Na sequência do acidente, o Ministério da Saúde passou em revista "as circunstâncias de baixa densidade populacional e longa distância que condicionam a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde em situações de urgência/emergência naquela região".

Alentejo vai ter mais duas viaturas de emergência

Sublinhando que os esforços "devem concentrar-se na melhoria da situação", o gabinete de Correia de Campos anunciou a entrada em funcionamento da segunda viatura médica de emergência e reanimação (VMER) no Alentejo, sedeada no Hospital de Évora, até ao final de Fevereiro.

Até ao final de Junho, será disponibilizada uma terceira viatura, no Hospital de Portalegre, e está preparado um "plano da via verde coronário", que assentará nas VMER e em outras unidades móveis de suporte intermédio de vida.

"Estão a ser acelerados os esforços para facultar formação especializada adicional às tripulações de ambulâncias do INEM e de corporações de bombeiros articuladas com esse intuito", acrescentou a tutela.

O concelho de Odemira, como o de Castro Verde, Serpa e Moura, vão ter, cada um, uma Unidade de Urgência Básica com meios reforçados, depois da aprovação da rede de urgências, recorda o ministério, assegurando que "todas estas medidas estão a ser aplicadas com carácter prioritário".

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um pombal em castro verde

moro no sento da vila de castro verde onde ainda esta um pombal com milhares de pombos ha crianças ...

mavilde pereira guereiro

27.09.2009 22:40

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