Militares reivindicam os mesmos direitos na atribuição de reformas e apoio social

11.06.2009 - 17:35 Por Lusa
Duas dezenas de associações de militares e ex-combatentes hoje reunidas em Lisboa exigem ao Governo “reconhecimento do que é a essência das Forças Armadas”, revindicando os mesmos direitos na atribuição de reformas e apoios sociais adequados.
“No âmbito da cidadania e defesa é tão importante a educação sexual como levar à juventude o conhecimento daquilo que é Portugal e o sentido da defesa nos interesses vitais do país, pelo que é necessário dar aulas nas escolas e nas Universidades sobre defesa nacional e sobre cidadania e defesa”, disse à Lusa o presidente da comissão executiva do congresso e também presidente da Liga dos Combatentes, o general Chito Rodrigues.
Apontando as aulas de cidadania e defesa como “o primeiro objectivo deste encontro”, Chito Rodrigues deixou algumas interrogações relativamente a questões de saúde e de apoio social: “Na saúde e no apoio social, aqueles que fizeram a guerra do Ultramar , aqueles mais carenciados, não terão direito a uma atenção especial para que passem uma velhice capaz?”.
“Os mutilados e os cegos recentemente tiveram alguma atenção do Governo. É importante, mas não é suficiente”, acrescentou.
Para o presidente da Liga dos Combatentes, “é preciso uma atenção contínua e é importante que estes ex-militares passem o resto da vida de uma forma digna, usufruindo dos direitos que têm”.
Também o presidente da Federação Nacional de Combatentes do Ultramar, António Ferraz, reiterou as reivindicações dos ex-combatentes, há muito solicitadas: “Precisamos que nas nossas reformas tenhamos os mesmos direitos. [Queremos] que o nosso tempo de serviço militar simples e bonificado conte integralmente como conta para os demais e para aqueles que estão afectados pelo desemprego e pela doença”.
“Além disso, pretendemos apoios sociais: não tem havido nenhuma política de apoio social, nomeadamente, de construção de lares e de cuidados domiciliários em relação a combatentes”, denunciou ainda António Ferraz, lembrando que, “dos sem-abrigo existentes em Portugal, cerca de 10 por cento são ex-combatentes”.

