Um recontro entre militares e elementos de um gang que acabara de raptar nove pessoas resultou na região de Ciudad Juárez, no Norte do México, na morte de 21 pessoas. Foi até agora dos episódios mais sangrentos da luta sem tréguas que o Governo decretou contra as actividades do narcotráfico.
O grupo armado obrigara os sequestrados, entre eles vários agentes da polícia, a segui-lo quando foi referenciado pela tropa. Um helicóptero do exército seguiu-o. Ele dividiu-se, mas os soldados perseguiram-nos. Um dos subgrupos refugiou-se numa quinta, onde executou seis dos cativos antes de dar luta aos militares. O outro foi apanhado mais longe.
No confronto que se seguiu entre os perseguidores e os sicários que se tinham refugiado na casa de campo morreram sete raptores e um soldado. No segundo caso foram abatidos sete suspeitos – três reféns foram libertados.
O duelo passou-se perto de Villa Ahumada, a cerca de 130 quilómetros de Ciudad Juárez, cidade mexicana fronteira a El Paso, no Texas, palco dos maiores ajustes de contas entre cartéis e entre estes e as forças de segurança. É uma das cidades do mundo com o maior índice de assassínios.
As autoridades mexicanas deslocaram para os estados mexicanos de maior actividade dos bandos do narcotráfico cerca de 36 mil militares. A guerra causou 5300 mortos desde o princípio do ano passado.


