O Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, disse hoje que nas estradas portuguesas morreram este ano, até dia 10 de Novembro, menos 19 pessoas, quando comparado com o período homólogo de 2008 – ano em que se registaram, no total, 776 vítimas mortais.
“Este ano, até dia 10 de Novembro, nós tínhamos menos 19 mortos à escala nacional do que no ano passado e menos cinco feridos graves, ou seja, os progressos continuam”, afirmou o Ministro da Administração de Interna.
Rui Pereira esteve presente na cerimónia realizada no âmbito do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada que aconteceu hoje, em Serzedo, concelho de Guimarães, no local onde no passado dia 27 de Setembro três bombeiros de Esposende perderam a vida quando iam a caminho do combate a um incêndio em Fafe.
A iniciativa, que contou também com a presença do secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, foi organizada pelo Governo Civil de Braga com o objectivo de homenagear as vítimas da sinistralidade rodoviária.
Foram também homenageados os 56 mortos nas estradas do Distrito de Braga em 2008, tendo os escuteiros locais depositado uma flor branca por cada uma das vítimas locais.
“É muito importante ter memória, hoje no dia da Memória, em que invocamos os mortos na estrada”, disse o Ministro da Administração Interna, que relembrou que “em meados da década de 80 morriam nas estradas portuguesas mais de 2600 pessoas por ano e há dez anos, morriam ainda mais de 1500 pessoas por ano”.
“Em 2008, pela primeira vez, tivemos menos de 800 mortos, foram 776 as vítimas mortais”, sublinhou Rui Pereira, acrescentando que "qualquer morto nas estradas é um morto a mais”.
“Apesar de ainda haver um número de mortos que não nos deixa satisfeitos, fizemos progressos enormes”, salientou o Ministro da Administração Interna, que referiu que dos “2600 [de meados da década de 80] para os 776 mortos do ano passado vai um passo gigantesco”.
Rui Pereira referiu a construção de auto-estradas como “uma das grandes responsáveis pela diminuição de sinistralidade”, tendo ainda acrescentado “as viaturas mais seguras, condutores mais responsáveis e capazes de uma condução defensiva e forças de segurança que cada vez fiscalizam melhor o trânsito” como outros dos factores que contribuíram para a redução de vítima mortais nas estradas portuguesas.
“Nós temos uma estratégia plurianual de segurança rodoviária que comporta várias medidas ao nível do controlo do excesso de velocidade, da condução sob a influência do álcool, de manobras perigosas e de revisões pontuais, se for necessário, ao código de estrada”, afirmou o ministro, tendo acrescentado que este plano será desenvolvido “para que realmente as estradas portuguesas sejam cada vez mais seguras e para que não haja infelicidade nas famílias e nas comunidades”.


