Recebidas 80 candidaturas

Médicos de família propõem-se alargar listas de doentes

13.04.2006 - 09:06 Por Catarina Gomes, PÚBLICO

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Cada médico de família destas equipas compromete-se a alargar a sua lista de doentes em 225 pessoas Cada médico de família destas equipas compromete-se a alargar a sua lista de doentes em 225 pessoas (Manuel Moura/Lusa (arquivo))
Cada médico de família que se candidatou ao novo modelo de organização dos centros de saúde - as chamadas Unidades de Saúde Familiares (USF) - dispõe-se a alargar em 225 pessoas a sua lista de doentes, assinala o documento que faz o ponto da situação da reforma de cuidados primários, que está em fase de candidaturas.

O processo está a ultrapassar as "melhores expectativas", refere o documento, ontem divulgado. As candidaturas das equipas que se propõeem trabalhar com o novo modelo de gestão começaram no dia 1 de Março. A entidade que está a gerir o processo, a Missão para os Cuidados de Saúde Primários, informava ontem que tinham recebido 80 candidaturas; só três ficaram de parte por não reunirem os requisitos exigidos. O Governo que abrir 100 USF até ao final do ano.

São 34 os processos que se encontram em fase final de apreciação. Os projectos, que têm necessariamente de reunir diferentes profissionais, envolvem até agora 1596: 536 médicos, 528 enfermeiros, 412 administrativos e 120 com outras formações.

Pretende-se ir abrindo vagas nos quadros dos centros de saúde para profissionais como psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, higienistas orais, fisioterapeutas, entre outros.

Feitas as contas, cada médico de família destas equipas compromete-se a alargar a sua lista de doentes em 225 pessoas, ou seja, em vez dos actuais 1553 doentes por clínico, a lista esticaria para 1778 por profissional.

Recorde-se que o modelo pretende alargar a filosofia do chamado Regime Remuneratório Experimental - uma experiência-piloto iniciada em 1998 e que existe actualmente em apenas 19 centros de saúde - que se traduz no facto de o médico deixar de ganhar um salário invariável, quer tenha mil ou 1500 utentes na sua lista. Criam-se incentivos salariais para que os clínicos alarguem voluntariamente as suas listas de utentes.

O Governo quer que, até ao final do ano, a reforma dos centros de saúde faça diminuir em 225 mil os portugueses sem médico de família. Actualmente estima-se que sejam cerca de 750 mil.

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Eu acho bem que

o Estado , se não é capaz , dê oportunidade a quem o é de organizar os serviços . E quem o é ? São ...

Anónimo

14.04.2006 12:58

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