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Clínico enviou carta à ARS-Norte

Médico assumiu responsabilidade por comentário sobre o ministro da Saúde

29.06.2007 - 00:30 Por Lusa

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O médico fotocopiou uma notícia e afixou-a na parede do centro, com um comentário O médico fotocopiou uma notícia e afixou-a na parede do centro, com um comentário (Marco Maurício/PÚBLICO (arquivo))
O médico que afixou uma notícia sobre o ministro Correia de Campos numa parede do Centro de Saúde de Vieira do Minho, com um comentário considerado jocoso pelo ministério da Saúde e que levou à exoneração da directora, enviou à Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) uma carta onde assume a responsabilidade.

O clínico Salgado Almeida é vereador da CDU na câmara de Guimarães e médico em Vieira do Minho.

Segundo uma fonte do centro de saúde, citada pela Lusa, num domingo em que estava de urgência, Salgado Almeida recortou uma notícia de um jornal que continha declarações do ministro da Saúde, juntou-lhe uma frase e afixou-a numa das paredes do centro. A notícia fotocopiada incluía uma declaração de Correia de Campos em que o ministro afirmava nunca ter entrado num Serviço de Atendimento Permanente (SAP), tendo Salgado Almeida escrito na folha: "Façam como o ministro, não venham ao SAP". Logo nesse dia, segundo fonte do Centro de Saúde de Vieira do Minho, um utente escreveu uma reclamação no Livro Amarelo a criticar a exposição pública da fotocópia.

Quando se apercebeu das dimensões da situação, Salgado Almeida escreveu e assinou um documento onde assumiu ter colocado na parede uma cópia de uma entrevista dada pelo ministro da Saúde e onde escreveu também alguns comentários às declarações de Correia de Campos. A declaração foi enviada para a Sub-Região de Saúde de Braga e depois para a Administração Regional de Saúde-Norte, disse à Lusa a mesma fonte.

A confissão do clínico não evitou a exoneração da directora do centro de saúde, Maria Celeste Cardoso, que foi substituída no posto pelo médico Ricardo Armada.

Apesar de a comissão de serviço terminar a 9 de Março deste ano, a directora deixou de exercer funções em Janeiro.

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Comentário + votado

Será que um funcionário de uma empresa privada...

Será que um funcionário de uma empresa privada poderá impunemente gozar ou insultar o patrão?

Anónimo

03.07.2007 16:15

X

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