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Justiça

Mário Machado e outros quatro arguidos em prisão preventiva

20.03.2009 - 08:53 Por Lusa

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O advogado de Mário Machado admitiu recorrer da prisão preventiva O advogado de Mário Machado admitiu recorrer da prisão preventiva (PÚBLICO (arquivo))
O Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, decretou hoje prisão preventiva ao líder nacionalista Mário Machado e a mais quatro arguidos, suspeitos entre outros crimes de associação criminosa, ofensa à integridade física e tráfico de droga.

Um sexto arguido vai ter de apresentar-se quinzenalmente às autoridades policiais e está proibido de adquirir armas durante um período de três anos e de estabelecer ou manter contactos com os restantes suspeitos.

Os cinco arguidos com prisão preventiva saíram do tribunal à 01h50, numa carrinha celular, proferindo insultos, embora apoiados no exterior por familiares e amigos que gritavam "Força, pessoal!"

As medidas de coacção constam de um comunicado que foi lido aos jornalistas pelo porta-voz do Tribunal, Pedro Lampreia, no final do interrogatório judicial que se prolongou por mais de sete horas.

À saída do Tribunal, o advogado de Mário Machado, José Manuel Castro, admitiu recorrer da prisão preventiva aplicada ao seu cliente, invocando a ausência de indícios criminais que justifiquem tal medida de coacção, a mais grave de acordo com o Código de Processo Penal.

O advogado de dois outros arguidos, Correia de Almeida, disse que também vai recorrer da decisão, alegando que "a prova é muito fraca", nomeadamente quanto ao crime de tráfico de droga.

Justificando as medidas de coacção aplicadas aos seis arguidos, o Tribunal considerou haver indícios dos crimes de associação criminosa, tráfico de estupefacientes, ofensa à integridade física qualificada, rapto, roubo agravado, usurpação de funções e posse de armas e munições proibidas.

Na sequência de uma investigação conduzida pelo Departamento de Investigação e Acção Penal, Mário Machado e mais dois arguidos foram detidos na quarta-feira "fora de flagrante delito", tendo-se seguido as detenções dos restantes arguidos, um dos quais em "flagrante delito", adiantou o Tribunal no comunicado.

À margem deste caso, Mário Machado, membro da organização considerada de extrema-direita Hammerskins, deverá comparecer em tribunal a 5 de Maio para responder num processo relacionado com ameaças à procuradora do Ministério Público Cândida Vilar. Cândida Vilar conduziu a investigação que levou Mário Machado - julgado com outros 35 "skinheads" - a responder num processo relacionado com discriminação racial e em que foi condenado em Outubro passado a quatro anos e dez meses de prisão efectiva, decisão da qual recorreu.

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mario

Quem serão os verdadeiros criminosos? os nacionalistas que defendem os portugueses, ou os milhares ...

Anónimo

21.03.2009 11:07

X

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