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Sobre nomeação de Almeida Rodrigues

Marinho Pinto elogia escolha de novo director nacional da PJ face a "experiência negativa" com magistrados

08.05.2008 - 20:41 Por Lusa

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Marinho Pinto elogiou o mandato de Santos Cabral à frente da PJ Marinho Pinto elogiou o mandato de Santos Cabral à frente da PJ (Carlos Lopes (arquivo))
O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, congratulou-se hoje com a investidura de Almeida Rodrigues na direcção nacional da Polícia Judiciária (PJ), considerando que a experiência com magistrados no cargo "não deu resultados nos últimos anos".

Em declarações à agência Lusa, António Marinho Pinto disse que a nomeação de Almeida Rodrigues, investigador de carreira, que toma posse sexta-feira como director nacional da PJ, "representa uma ruptura com uma tradição e uma experiência muito negativa" na gestão da instituição por magistrados.

O bastonário ressalvou, no entanto, como "casos mais positivos" os mandatos de Santos Cabral (actual juiz-conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, a cuja equipa Almeida Rodrigues pertenceu como director nacional adjunto da PJ) e Luís Bonina, magistrado do Ministério Público.

"E, em geral, as piores experiências foram ainda com juízes, como Adelino Salvado e Fernando Negrão", acentuou.

Para Marinho Pinto, o novo director nacional da Polícia Judiciária, Almeida Rodrigues, de 49 anos, licenciado em Direito, "é um polícia de grande craveira e grande dignidade profissional".

"É uma pessoa que tem muita serenidade naquilo que faz", acrescentou, vaticinando que a sua escolha "pode conduzir a resultados que não foram atingidos quando a PJ foi dirigida por magistrados".

O bastonário da Ordem dos Advogados entende que "não é o facto de haver um magistrado à frente da Judiciária que confere garantia de independência e idoneidade à investigação criminal".

"Os magistrados não são polícias, nem devem chefiar polícias", preconizou.

Almeida Rodrigues "tem como principal inimigo da sua gestão o ser ou não ser capaz de controlar o corporativismo da instituição", esperando Marinho Pinto que o novo director nacional consiga "impedir que a PJ se transforme numa espécie de Estado dentro do Estado democrático".

"Cabe-lhe pôr a Polícia a funcionar dentro das normas, princípios e valores da democracia e do Estado de Direito", concluiu.

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Comentário + votado

Nomeação do DG da PJ vista por Marinho Pinto.

Também concordo dentro da minha "ignorancia" com o dr Marinho Pinto,na realidade os Magistrados têm ...

teresa

09.05.2008 09:53