O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, manifestou-se hoje convicto de que os portugueses vão continuar a aderir à vacina contra a gripe A, apesar das notícias que referem mortes de fetos depois da vacinação.
“Portugal é um país onde tradicionalmente as campanhas de vacinação são muito bem sucedidas e eu penso que os portugueses vão continuar a estar do lado da ciência e, neste caso, da vacina”, afirmou Manuel Pizarro à margem da apresentação do relatório da ONU sobre a situação da população mundial.
Sobre a morte de dois fetos após as grávidas terem sido vacinadas, Manuel Pizarro afirmou que o Ministério da Saúde só se pronunciará depois da “realização dos exames que estão a decorrer” para determinar as causas da morte.
“Em todo o caso, de toda a informação recolhida em Portugal e na Europa, onde estão a decorrer campanhas de vacinação, não há nada que permita pôr em causa a segurança da vacina”, afirmou o secretário de Estado.
Manuel Pizarro lembrou que todos os anos ocorrem cerca de 300 mortes fetais tardias. “O facto de a grande maioria das mulheres grávidas se estar a vacinar explica que essas mortes, que são habituais, possam ocorrer em fetos de mulheres que se vacinaram”, justificou.
“É apenas uma coincidência que não tem nenhum significado e que não nos deve levar a pôr em causa a segurança da vacina”, reiterou, lembrando que os riscos de não tomar a vacina são maiores para a saúde.


