Mais mil gasolineiras aderem a programa do Governo que recruta empresas privadas de segurança

03.09.2008 - 14:08 Por Lusa
O ministério da Administração Interna vai alargar a mais mil postos de combustíveis o programa Abastecimento Seguro, através de protocolos, assinados ainda este mês, para melhorar a cooperação entre as forças policiais e empresas privadas de segurança.
No final de uma reunião da Comissão para a Segurança dos Postos de Abastecimento, presidida pelo secretário de Estado da Administração Interna, José Magalhães, hoje de manhã nas instalações do ministério, em Lisboa, foi ainda anunciado o reforço do patrulhamento nestes locais.
“Queremos sentar os operadores principais de segurança privada no nosso grupo de trabalho. Pretendemos somar ao trabalho da polícia a sinergia da segurança privada”, afirmou José Magalhães no final do encontro.
Na sequência da reunião, destinada a fazer um balanço das medidas que têm vindo a ser tomadas e preparar novas acções para evitar a criminalidade praticada em postos de abastecimento de combustível, o secretário de Estado anunciou ainda ter sido determinado “o reforço do patrulhamento visível ou descaracterizado”.
José Magalhães defendeu ainda a necessidade de “medidas clarificadoras quanto aos criminosos” que utilizam armas, sublinhando que em 70 por cento dos crimes ocorridos este ano em postos de combustíveis houve recurso a armas de fogo.
“As alterações legislativas que visam a revisão da Lei das Armas [defendidas na semana passada pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira], com a imposição de novas regras que levem à prisão preventiva de quem cometa estes crimes, são essenciais para acabar com a ‘porta-giratória’, casos de suspeitos que ficam sujeitos a medidas de coacção mais leves após a prática de um crime e reincidem”, frisou o governante.
As medidas anunciadas agradaram ao presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC). "Saio convencido que as coisas irão melhorar", disse Augusto Cymbron aos jornalistas no final do encontro.
Augusto Cymbron quis ainda deixar uma mensagem aos assaltantes. "Este tipo de crime não compensa, porque os postos têm muito pouco dinheiro disponível", afirmou. O presidente da ANAREC apelou aos criminosos para que se recordem que "além de prejudicarem a empresa detentora do posto estão a pôr em causa postos de trabalho".
A reunião, presidida pelo secretário de Estado José Magalhães, contou também com a presença de representantes da GNR, PSP e Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO).

