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Estudo

Mais de 60 por cento das grávidas recebe anestesia epidural

14.10.2009 - 08:10 Por Lusa

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A grande maioria das grávidas recebe tratamento para a dor A grande maioria das grávidas recebe tratamento para a dor (Paulo Pimenta)
Mais de sessenta por cento das grávidas que dão à luz nos hospitais públicos recebem anestesia epidural, revela um estudo feito em todos os serviços de anestesiologia do país, que será divulgado amanhã.

O estudo, coordenado pela médica Maria Rui Crisóstomo, do Hospital de Braga, mostra que uma média de 64 por cento das mulheres recebe epidural, o “método privilegiado” para aliviar a dor durante o parto. Maria Rui Crisóstomo disse que, uma vez que nem todos os hospitais têm serviços de anestesiologia a funcionar 24 horas por dia, 37 por cento a 93 por cento das mulheres podem ter acesso a eles, dependendo da hora a que estejam em trabalho de parto.

Segundo a coordenadora, o inquérito feito por telefone aos serviços de anestesiologia permitiu concluir que “a grande maioria” das grávidas recebe tratamento para a dor, mas falta valorização e apoio “pela maioria das tutelas” a este procedimento.

Só no Hospital de Braga, que Maria Rui Crisóstomo considera “uma das referências a nível nacional no tratamento da dor em obstetrícia”, em 3068 partos realizados em 2008, incluindo cesarianas, 2080 mulheres tiveram algum tipo de anestesia, principalmente epidural.

O estudo visa, segundo a sua coordenadora, contribuir para criar “uma base de dados a nível nacional” sobre as técnicas de tratamento da dor de parto. “Em 2008 tivemos 104 675 nascimentos no nosso país e torna-se imperativo fazer um bom controlo da dor”, declarou.

A divulgação do estudo coincide com o início das Jornadas da Dor, que decorrem na Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho, de 15 a 17. O presidente das Jornadas, Diamantino Pereira, afirmou que “o doente deve ser esclarecido de que tem direitos e não deverá sofrer em silêncio nem considerar a dor uma fatalidade”.

Apesar de a dor crónica afectar “30 por cento dos portugueses”, há “insuficiente formação médica para tratar a dor” em Portugal, assinalou, acrescentando que o investimento nesta área é ainda “escasso”. O Dia Nacional de Luta contra a Dor, que se assinala na sexta-feira, é também marcado por uma prova de cicloturismo e uma exposição de arte com o nome “Portraits of Pain” (Retratos da Dor).

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Os partos devem ser naturais, desde que a mãe e o bébé estejam bem. As dores de parto podem ser ...

sandra

14.10.2009 20:20

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