Dados da Eurostat

Mais de 25% dos portugueses ameaçados de pobreza ou exclusão em 2010

08.02.2012 - 15:27 Por Natália Faria

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O aumento do desemprego demora algum tempo a repercutir-se nas condições de vida das famílias O aumento do desemprego demora algum tempo a repercutir-se nas condições de vida das famílias (Nelson Garrido (arquivo))
Mais de um quarto dos portugueses estavam ameaçados de pobreza ou exclusão social em 2010. Os números divulgados nesta quarta-feira pelo Eurostat revelam que 2,7 milhões de portugueses estavam confrontados com pelo menos uma das três formas de exclusão social: risco de pobreza, situação de privação material grave ou, finalmente, a viver em agregados com uma intensidade de trabalho muito baixa.

Comparativamente com o ano anterior, Portugal regista um agravamento da situação de 0,4 pontos percentuais: de 24,9 por cento em 2009 para 25,3 por cento da população em 2010.

Em ambos os casos, a ameaça de pobreza ou exclusão social que paira sobre os portugueses é mais pesada do que na média da União Europeia a 27 que fixava em 23,4 por cento a população em risco de pobreza ou exclusão social, o equivalente a 115 milhões de pessoas.

Na União Europeia como em Portugal, porém, estes números pecam por defeito, como assinala o investigador Carlos Rodrigues Farinha, do Instituto Superior de Economia e Gestão. “Estes dados relativos a 2010 incidem sobre os rendimentos de 2009 que foi um ano com características muito particulares em Portugal, porque foi um ano em que o desemprego começou a aumentar mas em que houve ao mesmo tempo um crescimento dos salários reais da maioria das famílias”, observa, para notar que “mesmo o aumento do desemprego demora algum tempo a repercutir-se nas condições de vida das famílias por causa do subsídio que lhe está associado”.

Título alterado às 19h49. Acrescentada a palavra ou exclusão

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Só 25 %...???

Então vá lá..., não sejam tão piegas.., quando afinal ainda ha muita quota para tomar...!

Jose Carvalho

08.02.2012 15:46

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