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Pais de alunos queixam-se de alarmismo de algumas escolas

Maioria dos casos suspeitos de gripe registada hoje em Valença revelou-se falso

02.11.2009 - 14:04 Por Lusa, PÚBLICO

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Para já, está confirmado que pelo menos 300 crianças estão doentes com gripe A no concelho Para já, está confirmado que pelo menos 300 crianças estão doentes com gripe A no concelho (Hugo Calçada)
Grande parte dos alunos de Valença que hoje deram entrada nas urgências do centro de saúde do concelho, por terem febre acima dos 37 graus centígrados, foi enviada para casa sem qualquer medicação, depois de confirmado que não estavam doentes com gripe. Alguns dos pais dos alunos acusam agora os estabelecimentos de ensino de alarmismo e de utilizarem métodos pouco eficazes para despistar os sintomas que indiciam a possível contaminação pelo H1N1.

Mário Silva, pai de um aluno de 16 anos da Escola Básica 2,3/S de Valença, distrito de Viana do Castelo, mostrou-se indignado em declarações à agência Lusa, depois de o seu filho ter sido enviado pelo estabelecimento de ensino para as urgências por alegadamente apresentar febre acima dos 37 graus. “Chamaram-me de emergência à escola, para ir buscar o meu filho, dizendo que estava com 39 de febre, e chego aqui [centro de saúde] e dizem-me que tem apenas 35. Mas que palhaçada vem a ser esta?”, questionou o encarregado de educação.

A Escola Básica 2,3/S de Valença é uma das várias do concelho que nos últimos dias registou um número crescente de casos de gripe A entre os alunos. Ontem, o coordenador da Unidade de Saúde Pública do Alto Minho, Carlos Pinheiro, avançou que pelo menos 330 alunos estavam infectados com o vírus, mas sublinhou que não é caso para alarme. Por sua vez, o delegado de saúde de Valença, Amílcar Lousa, adiantou hoje que, entre as crianças doentes, “não há nenhum caso grave”.

Esta manhã, os estabelecimentos de ensino decidiram medir a temperatura aos alunos com termómetros a laser, isolando os que tinham mais de 37 graus e chamando os pais para os irem buscar. Estes estudantes saíram das escolas com máscaras e foram levados pelos pais ao centro de saúde, de onde muitos acabaram por sair já sem a máscara, por ter sido “falso alarme” de contaminação.

SAP de Valença lotado

O Serviço de Atendimento Permanente de Valença, que funciona com um médico e um enfermeiro, acabou por ficar lotado com o número de casos de suspeita de gripe A. Perante este anormal afluxo de pessoas, foi activado o Serviço de Apoio à Gripe do centro de saúde de Valença, disponibilizando mais um médico e um enfermeiro. “As indicações apontam para que, em caso de suspeita de gripe, se contacte a Linha Saúde 24, mas todos decidiram vir ao centro de saúde”, queixava-se um profissional daquela unidade.

Os pais, por seu turno, queixavam-se de serem obrigados a pagar 3,70 euros de taxa moderadora. “Mas isto é um negócio? Vêem a febre aos alunos com termómetros avariados, causam alarme nos pais, mandam-nos para aqui e ainda temos de pagar?”, disse um outro encarregado de educação à Lusa.

O delegado de Saúde de Valença esteve reunido com os responsáveis das escolas do concelho, tendo ficado decidido que, para já, os estabelecimentos vão continuar a funcionar. No final, Amílcar Lousa pediu aos pais para “manterem a calma”, afirmando que “não vai ser nada de muito grave”.

O delegado de Saúde não especificou o número de alunos que foram mandados para casa hoje.

Escolas vão continuar abertas

Apesar de terem sido registados pelo menos 330 casos de gripe A entre os estudantes e alguns professores desde o fim-de-semana, as escolas vão permanecer abertas. Segundo Amílcar Lousa, só se houver infecções entre os funcionários, em especial entre aqueles que asseguram o funcionamento da cantina, é que os estabelecimentos de ensino terão de encerrar.

Amílcar Lousa admitiu ainda que a proximidade com a Galiza, onde a gripe afecta 70 por cento dos estudantes, pode explicar este foco da doença em Valença.

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Negócio

Pois é, isto da gripe A foi tudo inventado para os centros de saúde ficarem ricos com as ...

Negócio

02.11.2009 14:21

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