Maior sindicato da PSP apela aos polícias para não trabalharem na quinta-feira

30.06.2009 - 16:39 Por José Bento Amaro
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) apelou hoje para que todos os efectivos da PSP utilizem “todos os meios legais à sua disposição” para não irem trabalhar na próxima quinta-feira.
Esta decisão, transmitida ao PÚBLICO pelo presidente do maior sindicato daquela polícia, Paulo Rodrigues, foi tomada depois de o Ministério da Administração Interna (MAI) ter devolvido aos sindicatos policiais uma proposta de estatutos profissionais onde, dizem os sindicalistas, não chegou a ser ponderada nem discutida nenhuma das suas reivindicações.
“Os dirigentes e delegados da ASPP vão concentrar-se em frente ao Conselho de Ministros na manhã de quinta-feira. Apelamos a todos os sindicatos da PSP que se unam nesta acção de protesto e pedimos aos polícias que não possam estar presentes que, recorrendo a todos os meios legais à sua disposição, não vão trabalhar na quinta-feira. Podem, por exemplo, meter férias”, disse Paulo Rodrigues.
O MAI remeteu aos sindicatos as propostas dos estatutos profissionais (não só da PSP, mas também da GNR) no final da tarde de segunda-feira. Segundo os dirigentes da ASPP, nenhuma das seis propostas que os seus dirigentes fizeram para alterar uma primeira versão do documento foi tida em consideração.
“Com a nova proposta, os polícias vão continuar a ganhar 780 euros por mês e a desmotivação profissional continuará a aumentar, ao ritmo a que aumentará o sentimento de insegurança e insatisfação das populações”, acrescentou o presidente da ASPP. Precisamente na quinta-feira, a PSP comemora o seu 142.º aniversário.

