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MAI recusa “caça à multa” e promete mais fiscalização nas estradas

24.02.2012 - 21:20 Por Lusa

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O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse nesta sexta-feira que a polícia vai intensificar a fiscalização rodoviária em resposta às críticas de que está a haver “caça à multa”.

“Para quem quer continuar com essa conversa da caça à multa, quero dizer que essas acções são determinantes para garantir segurança rodoviária, mas também para garantir outro tipo de fiscalização”, afirmou Miguel Macedo, assegurando que as operações de trânsito se vão multiplicar “particularmente no período em que mais se intensifica o fluxo turístico”.

No final de um debate sobre turismo seguro, realizado no Porto, com a presença de representantes do sector e das forças policiais, o ministro asseverou que a resposta das polícias à criminalidade do próximo verão não será afectada por constrangimentos orçamentais.

“Até ao verão vamos fazer alguns ajustamentos e não vamos ter constrangimentos orçamentais que possam dificultar a capacidade operacional das forças de segurança”, sublinhou.

Miguel Macedo explicou que no Ministério da Administração Interna “não houve cativação de um cêntimo sequer com tudo aquilo que tem a ver com capacidade operacional das forças de segurança, designadamente em matéria de combustíveis”.

O governante disse que, neste aspecto particular, há uma diferença assinalável face ao ano passado, altura em que, devido a cativação de verbas e ao aumento de combustíveis, as polícias enfrentaram uma redução real de 40% nas verbas para combustíveis.

Quanto aos efectivos a mobilizar na época turística alta, “vão estar na proporção daquilo que é necessário e que é adequado para garantir a segurança das comunidades e dos turistas”, referiu.

Miguel Macedo sublinhou ainda que Portugal é um destino de férias seguro.

“E estamos a fazer tudo para continuar a sê-lo”, acrescentou.

Um inquérito desenvolvido junto de 811 turistas estrangeiros e citado durante o encontro do Porto revelou que 80 por cento dos turistas abordados se mostraram muito satisfeitos com a sua passagem pelo país e 16 por cento disseram que escolheram Portugal para férias por ser um destino seguro.

O inquérito revelou também que só sete por cento dos entrevistados sentiu que a segurança do país estava abaixo das expectativas que tinham gerado.


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