Indústria

Luva de protecção biodegradável desenvolvida em Portugal

25.01.2010 - 13:07 Por Maria João Lopes

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A principal dificuldade é conseguir produzir estas luvas num material amigo do ambiente mas resistente ao calor, à corrosão, à água e com aderência A principal dificuldade é conseguir produzir estas luvas num material amigo do ambiente mas resistente ao calor, à corrosão, à água e com aderência  (Adriano Miranda)
Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) foi desafiada por uma empresa multinacional para desenvolver um novo tipo de luvas de protecção industrial biodegradáveis. Caso seja bem sucedida, a investigação será um contributo para resolver um problema ambiental provocado pelos materiais usados nas luvas de protecção industrial.

A principal dificuldade é conseguir produzir estas luvas num material amigo do ambiente mas, ao mesmo tempo, resistente ao calor, à corrosão, à água e com elevado nível de aderência.

“Eles [a empresa] já desenvolvem estas luvas para trabalhadores de várias áreas, com a finalidade de aumentar a aderência quando pegam nos materiais. Só que o material que têm usado é de natureza sintética e a ideia deles é substituir os materiais sintéticos por materiais naturais que sejam biodegradáveis”, explica a coordenadora da investigação, Maria Helena Gil, do departamento de Engenharia Química da UC.

O projecto está a ser desenvolvido em parceria com uma empresa de produção de luvas para uso industrial (a Multinacional Marigold Industrial, sedeada em França e que possui uma fábrica em Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra).

“Na empresa, fazem uma parte, nós fazemos outra. A empresa já desenvolveu material para fazer a base da luva e nós estamos agora a fazer o resto do material para o revestimento”, adianta Maria Helena Gil que se diz “confiante” no sucesso da investigação. “O que pode ainda correr mal é que as formulações que estamos a desenvolver para o revestimento das luvas podem não ter as propriedades físicas tal e qual como os materiais que eles estão usar, mas estamos no bom caminho para lá chegar”, diz.

Já foram feitos vários estudos, recorrendo a polímeros naturais (proteína de soja, amido e quitosano, entre outros), que originaram uma gama de novos materiais biodegradáveis. Para já, os resultados dos ensaios realizados são positivos, mas continua a ser necessário melhorar as propriedades mecânicas do revestimento, uma vez que estas luvas têm requisitos exigentes, tais como resistência a altas temperaturas, à corrosão, à água, para além de necessitarem de ter um elevado nível de aderência aos objectos, para garantirem a segurança aos utilizadores.

Financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional, o "Biodegrad Glove" deverá estar concluído dentro de dois anos, embora Maria Helena Gil admita que o possa ser dentro de um ano.

Notícia substituída às 16h14

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Luvas é o que mais se consome em Portugal

Ora aqui está uma criação adequada ao país que temos … luvas é o que mais se consome em Portugal… ...

maresol

25.01.2010 20:34

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