A Liga para a Protecção da Natureza (LPN) mostrou hoje o seu descontentamento com a suspensão das medidas agro-ambientais que, lembrou, visam reduzir os impactes da agricultura sobre os recursos naturais.
Em comunicado, a associação diz mesmo que não pode aceitar a interrupção das medidas que apoiam a “sustentabilidade da agricultura em Portugal” e que são um “veículo do cumprimento de legislação de protecção ambiental”.
A associação lembra que estas medidas, inseridas na Política de Desenvolvimento Rural – um dos pilares da Política Agrícola Comum (PAC) - “são uma compensação para que os agricultores possam manter a competitividade e, ao mesmo tempo, prestem serviços ambientais à sociedade, que como tal devem ser ressarcidos”.
De facto, as medidas em questão assumem-se como uma compensação pelos serviços ambientais prestados pelos agricultores, como a conservação e preservação de espécies e habitats ameaçados, controlo e prevenção de cheias, qualidade da água, combate à desertificação e minimização da erosão.
Recentemente, o Governo anulou os contratos da última candidatura a estas medidas, que passam pela alteração dos tipos de culturas agrícolas, a alternância entre períodos de cultivo e pousio, a manutenção de áreas naturais não cultivadas e a utilização de menores quantidades de agro-químicos.


