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Homem terá dado uma identidade falsa

Loures: advogado garante defesa mesmo que assaltante tenha fugido de Alcoentre

13.08.2008 - 18:47 Por Lusa

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Caso a polícia confirme que fugiu terá de regressar ao sistema prisional para cumprir o resto da pena Caso a polícia confirme que fugiu terá de regressar ao sistema prisional para cumprir o resto da pena (Adriano Miranda (arquivo))
O advogado de um dos detidos segunda-feira pelo alegado furto de materiais de construção, em Loures, garante que continuará a defender o seu cliente mesmo que se confirme que este fugiu da prisão de Alcoentre em 1999.

Uma fonte prisional disse hoje que um dos dois assaltantes detidos em Santo Antão do Tojal, Loures, está evadido da prisão de Alcoentre desde 1999. Por outro lado, fonte policial explicou que o homem terá apresentado em tribunal um Bilhete de Identidade falso com o nome de José Jorge da Ressurreição Lourenço, quando na realidade se chama Sandro.

"Nenhuma entidade oficial, nomeadamente a polícia, me informou que o José não é o José e que está evadido. De qualquer forma, julgo que não têm nenhuma obrigação de me informar", disse o advogado Fernando Carvalhal. Contudo, o causídico garantiu que mesmo que se confirme a identidade falsa do seu cliente e a sua condição de foragido "continuará a representá-lo". "Se mantiver o interesse na prestação dos meus serviços, manterei o meu patrocínio. A ser verdade que mentiu na identidade não deixa de ser a mesma pessoa", sublinhou.

Fernando Carvalhal confirmou que o seu cliente se identificou perante a GNR, Polícia Judiciária, juiz do tribunal de Loures e a ele próprio como "José Jorge da Ressurreição Lourenço". Confirmando-se que o arguido está efectivamente evadido da cadeia, e consumada a sua detenção pelas autoridades, este regressa ao sistema prisional para cumprir o resto da pena, à qual se adiciona um período devido à fuga, enquanto aguarda o desfecho deste caso.

Os dois arguidos, capturados na sequência de uma perseguição da GNR que resultou na morte de um adolescente de 13 anos que seguia na carrinha usada na fuga e era filho do evadido, estão obrigados por ordem judicial a apresentações periódicas às autoridades. O advogado acrescentou que hoje "ainda não teve contacto com o seu cliente", apenas com "o avô do adolescente, patriarca da família". "Neste momento considero que os contactos não são muito apropriados dado que a família está num período de luto que deve ser respeitado", considerou.

O funeral do jovem realiza-se amanhã de manhã no cemitério de Évora, estando hoje o corpo em câmara ardente na igreja de Forte da Casa, Vila Franca de Xira.

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Justica falhada

Eu penso que a justiça em Portugal anda a vincar com os portugueses porque depois de ser ouvidos ...

Abilio Mesquita Brandão

14.08.2008 23:02

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